Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

sábado, 30 de abril de 2011

Somos todos gêmeos de Tomé ? Ou somos felizes por crer sem termos visto?



Paz e Bem !

Desde o Domingo da Páscoa estamos lendo os relatos das aparições de Jesus aos Apóstolos e aos discípulos.
A narrativa do Evangelho deste Domingo , Festa da Divina Misericórdia , São João 20, 19-31,  é anterior àquela que lemos na durante a semana, pois é a continuidade do Dia da Ressurreição, onde Jesus   pediu a Maria Madalena que fosse aos seus e anunciasse que Ele havia ressuscitado.
Agora  Jesus vai até eles  e os encontra fechados, temerosos, afinal o medo é tão humano que pode ser  também divino, pois o próprio Cristo o sentiu no Getesêmani.
Mas agora o Cristo nada mais teme, Ele venceu a morte e quer que esta experiência de renascer de vida brote também no coração dos seus.
Assim Ele deseja a paz . Quer  que esta paz estivesse com eles assim como estava n’Ele.
Ele é a Paz que anuncia.
E esta Paz se traduz em ato concreto> o sopro do Espírito Santo sobre os Apóstolos que lhes confere o poder de perdoar ou reter pecados.
Reter pecados não significa não perdoa-los, significa um convite a uma renovação de vida, uma contínua revisão de nossos maus atos que não estão prontos para alcançarem a Misericórdia do Pai. Atos que ainda exigirão de nós o “levantar-me-ei” do Filho Pródigo, para buscarmos o perdão de Deus.
E se completa a História de nossa salvação, Deus que enviou o Filho e o Filho que envia a Igreja , na pessoa dos Apóstolos, como em um “Pentecostes antecipado”. E os Apóstolos,  pelo poder do Espírito Santo  > Alma da Igreja, são enviados com o poder  do amor , da  misericórdia e do perdão.
Mas Tomé não estava entre eles, Tomé é como nós, ele que era chamado “dídimo” que quer dizer gêmeo. Temos muito de Tomé, somos gêmeos pelo menos da sua atitude de incredulidade.
Oito dias se passaram e Jesus voltou , já não há mais narrativa de medo, tudo é esperança entre os Apóstolos porque viram o que Tomé não viu e não creu quando ouviu. E segue-se o famoso diálogo, os famosos toques nas chagas do Cristo, segue-se a proclamação de Tomé que Jesus é “meu Senhor e meu Deus”, e a fala de Jesus > Bem aventurados os que crêem sem terem visto,  que é a última das frases que Jesus diz no Evangelho de João, pois o capitulo seguinte de João parece ser um outro final, escrito posteriormente, ou parte de um outro códice, onde ele narra a aparição em Tiberíades. Mas termina o capítulo , quase da mesma forma que termina o cap. 20 > Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.
Mas fica para nós esta bem aventurança,  como uma esperança, de que deixemos de ser gêmeos de Tomé , incrédulo até ver > e passemos a ser bem aventurados porque acreditamos  sem termos visto.

Festa da Divina Misericórdia – MMXI – AD

Bem Aventurado papa João Paulo II,  rogai por nós.

Bento,  frade menor e pecador.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fica conosco Senhor !


Paz e Bem !

O Evangelho de ontem, Quarta-Feira,  nos trouxe  a narrativa de Lucas 24,13-35 > Os discípulos encontram Jesus no caminho de Emaús.
Todo o caminhar com o Mestre na estrada que levava a Emaús foi um grande momento de oração. Durante todo o percurso, Cléofas e seu companheiro conversavam com Deus. Ao falar e ao escutar o próprio Cristo ressuscitado, eles não  sabiam, mas falavam com o próprio Deus. E assim,  nós,  discípulos de Emaús devemos agir: Conversar com Deus, Falar com Deus, escutar a Deus no nosso caminho diário, na nossa labuta, no nosso trabalho, no nosso telônio... E, quando necessário for fazer também como os discípulos, que ardentemente em uma oração de súplica disseram: "Fica conosco Senhor!". Devemos sempre pedir a sua presença no meio de nós, mas é importante também sabermos o porquê de nossa súplica e assim como Cléofas e seu companheiro motivaram sua oração dizendo que era tarde e o dia já declinava, nós também devemos motivar nossa oração. E tantas razões temos para pedir que o Senhor fique entre nós...
E esse Deus se revela por inteiro ao partir o pão. Ali está o centro da mensagem de Emaús, partilhar o pão e ver Jesus.
Só se consegue ver Jesus quando nos tornamos abertos ao outro à dimensão exclusiva do outro, quando com-partilhamos o que temos .
Ver Jesus, portanto, será sempre dividir os dons e os bens e nunca acumular.

Você já experimentou o seu Emaús?

Frei Bento, frade menor e pecador.

domingo, 24 de abril de 2011

Qual o sentido da Ressurreição do Cristo em nossas vidas?




Paz e Bem !

Este é o dia que o Senhor fez: seja para nós dia de alegria e de felicidade
", nos diz o v.24 do  Salmo de Meditação da Liturgia de hoje,Salmo 117.

Sim, “o” dia que o Senhor fez : “ No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo...Assim se inicia o Evangelho deste Domingo de Páscoa, na leitura conforme São João 20, 1-9.

O primeiro dia não era apenas o início da semana judaica; o sentido que João quis dar  ao chamá-lo de “primeiro dia”, foi, a meu indigno ver, nos alertar  para o sentido último do dia  que o Senhor havia preparado desde sempre >   retirar da morte o Seu Filho, que , vencendo a morte, trouxe-nos a vida plena.

Assim, o primeiro dia é o início da Nova História, a nossa História enquanto seguidores Daquele que não estava mais no túmulo.

Mas o  túmulo que estava vazio  se encheu com nossa Fé >“...E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados”. (1 Cor. 15,17).

Mas para nós, por que o túmulo de Cristo está realmente vazio?

A ressurreição do Senhor da Vida promoveu em nós o que promoveu nos Apóstolos, uma verdadeira “metanóia” , palavra grega que significa conversão?

Muito dizem “me converti a Jesus e agora espero a sua volta”.  



Ora, então essas pessoas estariam vivendo o Reino de Deus que está no meio de nós? Será que elas  vivem as exigências evangélicas de amor ao próximo, de cruz , de um dia a dia vivido na caridade e na partilha de bens e de dons?  Ou  vivem na contra-mão disto tudo, não vivem Cristo, vivem sua imprecisa volta ?...

Ou outros dizem> Converti ,  “ mas , nem tanto”.

E para estes também, o Evangelho não é o que é, exigente e transformador.
É apenas aquela leitura chata à qual se segue um sermão do padre, igualmente chato.

Outros dizem ainda, não me converti, para mim o túmulo vazio tem outra explicação > roubaram o corpo.

Outros dizem, Jesus não morreu porque nunca viveu.

Assim sendo, o túmulo vazio nos divide. Como dividiu judeus de cristãos. Cristãos de mulçumanos, e por ai vai.

Mas este foi o Dia que o Senhor fez , e o túmulo vazio de Cristo , se não for preenchido com nossa Fé mais sincera, mais comprometedora, mais vigorosa, será apenas uma sepultura que não tem ninguém. E este dia,  apenas um dia a mais, sem Cristo, sem o amanhecer para um novo viver.

“Ele devia ressuscitar dos mortos”, para que todos cressem que as Escrituras se cumpriram e que enfim, o oitavo dia , o dia depois do descanso do Senhor, se tornasse a única obra que o Senhor não fizera na Criação >  aquela que Javé reservou para nós, o dia que a vida que fora criada no primeiro dia do Genesis,  venceu o pecado que nos trouxe a morte.

Desejo a todos os meus amigos e a todos que passam por esse Blog , uma Feliz e Santa Páscoa do Senhor. Que  a ressurreição de Cristo,  promova em nossas vidas uma mudança radical , uma verdadeira conversão ao Senhor que,  ao morrer venceu o pecado e a seu salário > a morte . E  nos deu  a verdadeira  vida.

Páscoa do Senhor – MMXI- AD

Frei Bento ,  frade menor e pecador.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"Quando eu for levantado, atrairei todos a Mim"



Paz e Bem  !


Estamos na Sexta Feira santíssima, quando o Senhor,  por nós  se entrega,  em ato volutntário de seguir a Vontade do Pai. Hoje a Igreja não celebra a Eucaristia, a Santa Missa.

O Altar está deserto, nu, sem ornamentos, porque o Altar é o Próprio Jesus, que é, ao mesmo tempo a Vítima que se imola e o Sacerdote que celebra o sacrifício perfeito, que nos dá vida e santidade.


E hoje,  o Sacerdote Perfeito está nú, sem beleza alguma, cheio de dores.

Tudo na vida do Cristo se dirige para nós, homem e mulheres , toda sua vida, suas parábolas, seus ensinamentos, sua dor e sua ressurreição são para nós, para que também nós possamos compreender o mistério da vida, o mistério da dor.  Mas também o mistério da Perfeita Alegria, que amanhã solenemente vamos celebrar na Vigília Pascal.

O Evangelho de hoje, é a grande narrativa de João 18, 1-40. 19, 1-42, nestas palavras se ensina tudo que se passou naquele dia.

Mas o que eu gostaria de refletir é sobre o texto do mesmo Evangelho de   João 3,14-21, que antecipa o que ocorreu nesta Santíssma Sexta Feira da Paixão,  quando Jesus diz a Nicodemos: “- Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna” 

Depois Jesus dirá, no capitulo 12 do mesmo Evangelho: E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim.

A imagem é recorrente em ambos os casos  à serpente de bronze  que Deus mandou fazer por intercessão de Moisés,  após a revolta do povo,  conf. Num 21, 4-9 para que todos que estivessem contaminados pelo veneno , ao olhar para a serpente de bronze ficassem curadas.

A figura da serpente de bronze no deserto prefigura o Senhor Crucificado, em ambos o simbolismo é evidente.
A serpente de bronze, apesar de se assemelhar às serpentes que envenenaram o povo de Israel, não continha o veneno algum, embora lhes fosse semelhante.


O Senhor Jesus não possuía o pecado algum, mas todo aquele que  para Ele olhar , no seu trono de humana dor, será liberto do pecado,  que é semelhante ao homem.


E em outra passagem, em João  8 , 21-30> novamente Jesus dirá: “Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que ‘Eu sou”.


E todo “Eu Sou” que Jesus É,  se traduz por misericórdia e perdão, a nossa cura das trevas.


É que tantas vezes  preferimos as trevas à luz, que emana do Cristo Crucificado por nós. É da cruz, do lugar do tormento e do opróbrio, que Deus constituiu lugar de Luz, para que Nele creiamos e para que já não sejamos julgados pelas trevas que o nosso mal produza.


Com a Virgem Maria, modelo da escuta e do acolhimento da Vontade de Deus, possamos aprender a viver na Luz que brota da Cruz , para que nossas ações sejam feitas de acordo com a Santíssima Vontade de Deus.

Você vive na treva do mal ou na Luz que vem de Jesus , levantado diante dos Homens?

Mais compreender , que ser compreendido







XIV Estação - Jesus é posto no túmulo.


Jesus é a semente! Jesus é a vida que brota!

Senhor, / nossa vida também se renove: / cresça na compreensão e no serviço, / seja eterna ressurreição. Procuremos mais compreender que ser compreendidos.


ORAÇÃO FINAL


Deus de bondade, meditando a paixão de vosso Filho, compreendemos mais a grandeza de sua dedicação, o amor sem limites que se entregou por nós. Fazei que, unidos na caridade, estejamos sempre mais unidos a vós, que sois Deus e viveis e renais com o Filho, na unidade do Espírito Santo.


Amém

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mais consolar , que ser consolados.





XIII Estação – Maria acolhe o corpo de Jesus nos  braços


Maria tinha sido a escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador. No Calvário, mais uma vez, acolhe seu Filho como na Encarnação.

Somos o templo vivo de Deus. “Quem me acolhe, / recebe aquele que me enviou”.

Maria deu Jesus ao mundo. Recebeu-o em seus braços para que pudesse doa-lo constantemente após sua ressurreição.

Maria, / que nós possamos ser a tua imagem. Tua dedicação nos ensine a fidelidade ao amor. Procuremos mais consolar / que ser consolados.

E Jesus nos amou, até o extremo.


 

PAX ET BONVM

 

"Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse  aos seus que estavam no mundo,  até o extremo os amou”. Assim começa  o Evangelho da noite desta Quinta-Feira Santa, São João 13, 1-15.

Deus se faz pequenino no presépio e se faz servo na última ceia, na qual instituiu o admirável sacramento da Eucaristia, presença viva e perfeita do corpo , alma ,sangue e divindade de Deus no pão e no vinho.

Mas antes,  Ele se faz servo. 



No ritual judaico os escravos lavavam os pés dos seus senhores.

E nós aqui e ali, nos sentindo a quintessência da humanidade, soberbos, orgulhosos, presunçosos e vaidosos, incapazes de amar o semelhante na sua alteridade, e ainda nos dizemos seguidores de Jesus Cristo !

Mas quantos conseguem se por de joelhos , quase sem mobilidade, aos pés dos outros e repetir a grandeza desse ato de humildade de Jesus, a quem o Pai confiou todas as coisas? (João 13, 3)

A quem você lavaria os pés?

Frei Bento, frade menor e pecador.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

É morrendo que se vive para a vida eterna.




XII Estação - Jesus morre na Cruz

A cruz se levanta; a vida foge. Nas mãos do Pai entrega seu espírito: “Tudo está consumado!”
Não há maior amor / que aquele que dá a vida por seus amigos.

(pequeno silêncio)

A morte de Cristo nos dá a vida. “Morrendo com ele, com ele ressuscitaremos”.

Senhor,  / vossa cruz nos acompanha. Não ressuscitaremos se nela não formos pregados. É morrendo que se vive para a vida eterna.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quando também traímos Jesus ?



Paz e Bem !

O Evangelho desta Quarta Feira nos trás a narrativa de Mateus 26, 14-25, que se inicia nos informando que Judas Isacriotes  barganhou com os sacerdotes do Templo a Pessoa de Jesus, e em troca recebeu 30 moedas de prata. E Mateus nos diz que a partir de então Judas ficou buscando uma “ boa oportunidade “ para entregar o Senhor.

Em seqüência, ouvimos que Jesus está à mesa com os Apóstolos e lhes revela que um deles haveria de traí-Lo.

E todos se perguntam, talvez se auto acusando : será que  sou eu?
E Jesus então lhes diz que o traidor será o que com Ele põe a mão no prato. O Filho do Homem vai morrer, e ai daquele que O trair > melhor que não tivesse nascido.

E então Judas se revela,  em uma pergunta em tom de afirmação: “Mestre, será que sou eu?”

E Jesus lhe diz> “ É como  você acaba de dizer”.

E nós? Que estamos também à mesa com Ele, participamos de Sua Eucaristia, compartilhamos de Sua Palavra, quantas vezes nós também deixamos Jesus de lado ?

É para nós  também que Jesus fala , porque também comemos o Seu Alimento e O deixamos quando pecamos, quando não ficamos ao Seu lado orando e vigiando. Quantas vezes queremos que Jesus seja aquilo que imaginamos que Ele seja, mas, na verdade, é apenas uma projeção de nossos desejos ? Não o Messias da Cruz, o Messias da dor, do sofrimento; mas o Messias que arranjamos para nos favorecer em nossas causas mais mesquinhas e egoístas.

A esses Jesus realmente decepciona, porque aceitar Jesus não é um chavão , uma frase feita, um comando proselitista.

Aceitar Jesus é aceitar o Evangelho e suas exigências, o Evangelho que exige de nós respostas concretas de amor a Deus e aos irmãos em fraternidade. Que exige de nós caminhos de cruz, de serviço ao próximo. Exige que lavemos os pés uns dos outros.O Evangelho que exige que amemos uns aos outros, como Ele nos tem amado.

È o que ouviremos  na Quinta Feira Santa, na Missa do Mandamento Novo.

Meus caríssimos, nestes solenes dias,  meditemos e aprendamos a não deixar o Senhor sozinho na cruz, Aprendamos a orar e vigiar com Ele. Aprendamos a deixar o mundo que O renega e o trai, como Judas o traiu, por 30 moedas de prata.

Que Aquele que por nós se fez fraco,   nos sustente. E se tivermos de cair  na tentação da carne,  que é fraca,   que ao menos  sejamos como Simão Pedro > que arrependeu e chorou.

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo!

Frei Bento, frade menor e pecador.

É perdoando que se é perdoado





XI Estação - Jesus é pregado na Cruz.

 Aos poucos o tormento chega ao fim. É sua hora: hora de entrega, hora de consumação. Ele obedece. 

A zombaria dos inimigos se ergue. Para quem ama, / é hora de confusão.

No caminho do amor, todos temos que  morrer. Temos que pregar na cruz tudo aquilo que não dá vida aos outros.

Senhor, / que nós sejamos como a semente. Colocada na terra, / germine, / cresça e dê frutos. É dando que se recebe, / é perdoando que se é perdoado.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais amar que ser amado.





X- Estação Jesus é despojado de Suas vestes.



O Deus que nascera pobre, pobre chega ao fim. O Rei da Criação é desfigurado, é ultrajado. Tratam-no como objeto, como coisa.

O Senhor, / antes de morrer, /  perdeu tudo: / perdeu nome, honra e fama. Despojam-no de tudo.

É fácil destruir um irmão. Difícil é construir a fraternidade. É fácil tirar do irmão o pouco que tem. Difícil é faze-o desabrochar para a vida.

Senhor, / que nós saibamos perder a grandeza, o egoísmo, /  para que vosso Reino de amor se estabeleça sobre a terra. Queremos amar mais que ser amados.

Seis dias antes > Seis dias depois ...





Paz e Bem !


O Evangelho que lemos hoje é o texto de S. João, 12, 1-11, onde nos é contado o episódio de Jesus , na casa de Betânia,  que antecede  Sua entrada em Jerusalém.


E João é exato  em nos dizer que isto ocorrera > “Seis dias antes da Páscoa”.

Seis dias antes da Páscoa é o início da semana, seis dias depois o Senhor estaria “ansioso” em cear com os seus e instituir o Sublime  Sacramento Eucarístico”.

O Evangelho de João também nos conta que todos os 7 milagres do Senhor foram feitos em um dia de Sábado, o numero 7 é na Bíblia o numero da perfeição, também Jesus nos manda perdoar 70 x 7 a perfeição do perdão.

Mas agora o milagre se dá por mãos amigas. É Maria, aquela que escolhera a melhor parte, que unge os pés do Senhor. Ela representa a comunidade de Betânia, a comunidade dos discípulos amados, que somos todos nós.

Depois  de 7 dias, será ela e outras Marias que irão ao túmulo para ungir Ele inteiro, mas Ele já havia ressuscitado.  Porque  já estariam no “Dia que o Senhor fez, alegremos e nele exultemos”, (Salmo 117, 24.)

No Capitulo 12 de João,  termina a primeira parte, que chamamos o “Livro dos Sinais”, termina portanto com o reconhecimento de uma pessoa querida pelos sinais de amor,  que Jesus fizera,  caminhando com aqueles pés que Maria agora  perfuma.

Quando ela o procurar de novo, já será  então o oitavo dia, o Dia que O Senhor fez para a nossa alegria > o Dia da Ressurreição, a verdadeira Páscoa.

Mas voltemos ao texto.


Maria, irmã de Lázaro, fica aos pés do Senhor ungindo-os com o um perfume muito caro, e enxugando com seus cabelos.



Judas protesta contra o que ele considerava um desperdício, Judas considera que aquele dinheiro do perfume poderia ser doado aos pobres, hipocritamente, porque Judas não pensava nos pobres, e sim , no dinheiro que ele poderia obter , pois João nos diz que :



“Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela. “

E Jesus o repreende, dizendo que aquele perfume ela o estava “gastando todo” porque Ele não poderia ser ungido, tanto porque morreria como um malfeitor, tanto  porque já não estaria lá para ser lavado.


E diz também a Judas  que pobres sempre os teremos conosco, inclusive pelas atitudes de tantos Judas através dos tempos, que roubam o que pedem, como sendo para a obra de Deus, qualquer semelhança, não é mera coincidência. 





 São João nos diz que os judeus procuravam matar Lázaro, porque, por meio dele , que foi ressuscitado pelo Senhor, muitos vieram a crer em Jesus. Quantos cristãos hoje também são perseguidos e ainda morrem por crer em Jesus! Lembremo-nos deles também nesta Páscoa.



E daí a seis dias será Jesus que lavaria outros pés, os pés dos Apóstolos, na ceia pela qual Ele tanto ansiara.


E nós, ansiamos também pela Ceia Eucarística? Estamos ansiosos pelo Senhor de todos os nossos dias? Por Jesus Ressuscitado?

Frei Bento , frade ansioso,  pobre e pecador.

domingo, 17 de abril de 2011

Onde houver desespero, levemos a Esperança !





IX Estação -  Jesus cai pela terceira vez


Mais uma queda. Corre o sangue. Como um cordeiro inocente, perde lentamente suas forças.

O Deus feito homem, / o Deus feito comunicação, / sofre o desamparo e a solidão.

Nós nos tornamos irmãos na medida em que nos amamos. O amor não abandona a ninguém. O amor acolhe a todos.

Senhor, / auxiliai-nos. Nunca abandonemos nossos irmãos. Neles nós vos encontramos. Onde houver desespero, / levemos a esperança
.

Domingo de Ramos. O Senhor entrou na sua Jerusalém?







Paz e Bem!

Hoje a Igreja celebra a alegria da entrada triunfal do Senhor , montado num burrinho, aclamado pelo povo com Hosanas ao Filho de David, mantos sobre o chão, muita alegria,  muita festa etcétera  e tal.

Mas o Senhor entra em Jerusalém para ir além dela.


Jesus vai a Jerusalém para ir além da cruz.


Ele não veio para morrer em Jerusalém, Ele veio para ressuscitar e nos dar vida plenamente.


Mas muitos de nós somos como a multidão que saudou Jesus,  mas que depois gritará para que O crucifiquem.


Somos assim, aclamamos Jesus, depois O condenamos à morte,  na medida em que não praticamos o seu seguimento > que são os gestos concretos de amor ao próximo, seja ele quem for, sem querer nada em troca, apenas tirá-lo da cruz onde ele está.


A cruz da miséria, da fome, da doença, das drogas, do desespero, da tristeza e da solidão.


A cruz do aborto, da violência, dos lares desfeitos, das uniões  contrárias à natureza.

Se não resgatarmos o irmão na sua fragilidade, ficaremos apenas nos louvores ao Filho de Davi, mas nada faremos para que Ele seja retirado da cruz na pessoa de nossos irmãos.

Hoje,  a família franciscana comemora também a decisão de nossa Irmã Santa Clara,  de abraçar  a Altíssima Pobreza de Jesus.

A primeira mulher franciscana, acolhe a irmã pobreza e deixa tudo  para seguir a loucura  de viver o Evangelho, na doçura radical  de Francisco.  " Naquele Domingo de Ramos", em 1212, ela deixou a casa paterna e foi até a Porciúncula e escolheu o privilégio de ser pobre. Nasceu assim a segunda Ordem,   a Ordem de Santa Clara > as Claríssas.  


Mas e ai, você só louva Jesus ou você o des-crucifica quando O percebe sofrendo no irmão?

Frei Bento, frade menor e pecador.

sábado, 16 de abril de 2011

“ Não choreis sobre Mim, mas sobre vós e vossos filhos”.



8ª Estação – Jesus conversa com as piedosas mulheres.

Em sua conversa, Jesus exorta. Tem ainda palavras de amor e de afabilidade. Manifesta seu sofrimento: “Não choreis sobre mim, mas sobre vós e vossos filhos”.

Somos os homens do diálogo com Deus. Na noite escura é preciso procurar o Senhor. Suas palavras são espírito e vida.

Muitos homens são piedosos, mas sua piedade não é fruto do amor. Muitos homens se dizem irmãos, mas não conhecem a generosidade e o perdão.

Senhor, / vossa paixão nos convida a viver uma vida nova, / uma vida de encontro. Onde houver erros, / levemos a verdade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Jesus cai pela segunda vez .




7ª Estação - Jesus cai pela segunda vez.

Jesus tinha novamente a cruz sobre seus ombros. Por isso podia cair uma segunda vez.
Todos experimentamos as quedas contínuas. Jesus as assumiu todas. Quer
que tenhamos a coragem de nos levantar sempre de novo.
O caminho da cruz de cada dia é duro e penoso. São setenta e sete vezes que caímos. Mesmo assim, a cruz não pode ser abandonada.
Senhor, /  muitas vezes nossa cruz não é carregada com amor. Gostaríamos que ela não existisse. Coragem vos pedimos,  Senhor, / na caminhada para a ressurreição. Onde houver dúvidas, / levemos a fé.


Canto: “Eu me entrego, Senhor” (n.10 do Devocionário Franciscano)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Prosseguindo nossa Via Sacra com Jesus e São Francisco.





5ª Estação - Simão Cireneu ajuda Jesus a levar a cruz.


Simão Cireneu voltava de seu trabalho. Embora cansado, fez-se participante do caminho da Redenção.
O Senhor da vida, / o criador de todas as coisas, /  precisa da ajuda de um irmão. Precisa de seu tempo. Precisa de suas mãos e de seus ombros.
No caminho da vida e da fraternidade, não se anda só. O caminho da cruz e da ressurreição deve ser compartilhado. “Quem  diz amar a Deus, mas não ama seu irmão, é mentiroso”.
Senhor, /  muitas vezes não temos tempo para repartir com nossos irmãos. Deixamos que cada um carregue sua cruz. Onde houver tristeza,  / levemos alegria.









6ª Estação - Verônica enxuga o rosto de Jesus


A face de Deus tinha se transformado com a maldade dos homens. A bondade que ele externara  a todos, tinha sido esquecida. No caminho do Calvário, ele é criminoso e deve morrer!
Verônica, /  a mulher corajosa, / não tem medo de demonstrar sua piedade. Ela quer ver melhor a Deus. Por isso enxuga sua face.O  Senhor da face oculta é desvendado nos gestos pequenos. Ele se mostra na bondade e na misericórdia, na ternura e no perdão.
Senhor, / pedimos perdão para nosso coração atravancado: / poucos encontram nele a grandeza do amor, /  a alegria da dedicação, / a docilidade de quem está pronto para se inclinar. E é assim que mais ocultamos a face viva do nosso Deus. Onde houver trevas, / levemos a luz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Jesus é preso e entregue à multidão.





Paz e Bem !


Gostaria de compartilhar com vocês a Via Sacra a partir do Devocionário Franciscano. Como faltam poucos dias para a Sexta Feira da Paixão, gostaria de meditar de inicio as 4 primeiras estações,  para que possamos chegar à Sexta Feira na ultima estação.



Canto inicial: Salve, ó Cristo (n.11 do Devocionário Franciscano )


Irmãos, a exemplo de São Francisco, nós meditaremos a Paixão de Jesus Cristo, nosso Salvador e irmão, que no seu amor nos tornou filhos de Deus. Que ao meditarmos sua Paixão, descubramos que nosso caminho é o do amor que dá a vida por seu irmão.


1ª Estação  Jesus é entregue à multidão


Depois de preso, Jesus foi levado a Pilatos. Tendo-o recebido, não encontra nele culpa alguma. Lavando suas mãos, entregou-o à multidão. A multidão impaciente quer um espetáculo:
Crucifica-o! Crucifica-o!
O justo foi condenado; o criminoso foi solto. Ele veio para os seus,
Mas os seus não o receberam.
Nosso irmão é condenado pelo egoísmo, pela omissão, pela palavra que não constrói a fraternidade.
Senhor,/ajudai-nos a reconhecer o vosso rosto desfigurado/ no rosto de todos os irmãos. Onde houver ódio, / levemos o amor.


2 ª Estação - Jesus  carrega a sua cruz.


Coroado de espinhos, o rosto escarrado, sob a zombaria dos soldados, Jesus inicia, com a cruz às costas, o caminho do Calvário.
Suas mãos não se cansaram de fazer o bem. Aliviou o peso dos ombros dos homens. Os homens não o reconheceram. Deram-lhe um presente injusto e cruel: a cruz.
Perguntarão, então, a Jesus: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, sede, peregrino, nu, enfermo, na prisão e não te fomos visitar?” Responderá ele: “Todas as vezes que deixastes de fazer isto a um desses pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. 
Senhor, / que nossas mãos sirvam para aliviar o peso dos ombros dos homens, / para construir um mundo de amor. Fazei-nos instrumentos de vossa paz.

3ª Estação - Jesus cai pela primeira vez.

Carregando o madeiro, cambaleando de fraqueza, Jesus cai por terra!
Ele deu olhos aos cegos, / ouvidos aos surdos,  / pernas aos que estavam caídos. Sua luz tinha brilhado para todos, / mas as trevas não o compreenderam.
Embora o peso da cruz fosse do tamanho dos sofrimentos dos homens de todos os tempos, Jesus levanta-se e prossegue seu caminho.
Senhor, / em nossa caminhada para a ressurreição, / também caímos. Nossos irmãos também caem. Dai-nos forças para levantar / e prosseguir no caminho que nos leva ao Pai. Onde houver desespero, / levemos a esperança.

4ª Estação - Jesus encontra-se com sua mãe.

Mãe e Filho se encontram. Jesus  contempla-a: é sua Mãe. Quanta recordação para quem ama! Ela estivera presente em toda a sua vida. Não podia agora faltar.
Mãe e Filho caminham para o martírio. Mãe e Filho caminham para o tempo novo. Mãe e Filho  caminham para o tempo do amor. Mãe e Filho caminham para
a ressurreição.
Na estrada da vida, nós nos encontramos com gente que  amamos, com gente que nos ama. Mas nossa caminhada para o Cristo não pode parar. “Quem amar o pai ou a  mãe, o filho ou a filha, o amigo ou o vizinho mais do que a mim, não é digno de  mim”.
Senhor, /  fazei crescer em nós o espírito de união fraterna, / de serviço e de amizade. O nosso encontro com os outros seja de disposição, / doação e partilha. Onde houver discórdia, / levemos a união.