Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

domingo, 27 de novembro de 2011

O Advento do Cristo Esperado nos prepara para o Cristo In-esperado.




Paz e Bem e bom Domingo a todos !

Começamos hoje o período do Advento que irá se prolongar até o Natal do Senhor.

Na leitura do Evangelho de hoje, temos a passagem de Marcos 13,33-37, onde o Senhor nos pede para vigiar porquanto o Senhor voltará e não nos deve encontrar dormindo.

Fazendo um paralelo entre o Advento do Senhor que já veio e que há-de vir (parusia), nos encontramos diante do mesmo Cristo, o que era esperado e veio no Natal e o Cristo inesperado, o que pode voltar a qualquer momento.

Esse tema é difícil quando nos confrontamos com tantas crenças arrebatadoras, que marcam para depois de amanhã a volta de Jesus e nada de Jesus voltar.

Outros ganham rios de dinheiro prometendo lugares nas nuvens arrebatatórias, cujo bilhete de entrada é o custo do total domínio de suas consciências criticas.

O fato é que a segunda vinda do Cristo é um mistério escatológico que escapa ao nosso entendimento, é uma Fé que se baseia na Esperança, mas que deve ser vivida na Caridade, conforme lemos Domingo passado em Mateus 25, 31-46.

O Senhor, quando voltar, não nos perguntará quantos versículos decoramos, ou o quanto demos em dinheiro para nossas igrejas, ou o quanto de adeptos arrumamos para nossas formas de pensar.

Ele nos pedirá contas é do amor que demos, ou não demos, aos pequenos deste mundo.

Mas essa “casa” para a qual o Senhor retornará, é nossa vida, e esse retorno de Jesus para nossa vida é o retorno Daquele que é inesperado, porque Deus age inesperadamente.

Ele agiu assim, inesperadamente, com Abraão, com Moisés, com Noé, com todos os Profetas, Reis, com Maria Santíssima, com os Apóstolos, com todos que, repentinamente, tiveram suas vidas transformadas pela chegada de Deus nelas.

Um Deus que não avisou que chegaria, mas certamente chegou e transformou tudo em todos eles.

Assim eu vejo a volta de Jesus, como um retorno do Mesmo , a volta de Deus que nunca esteve ausente, porque está sempre aqui, no nosso agora, porque Ele é Emmanuel, que significa Deus conosco.

Mas se não vigiarmos nossa casa, se dormirmos, então perderemos o Inesperado.

Vigiar é orar!

Você vigia a sua casa ou adormeceu sua Esperança?

Deus, in adiutórium meum inténde. Dómine, ad adiuvándum me festína.


Frei Bento , frade menor e pecador

sábado, 19 de novembro de 2011

“Senhor, quando foi que te vimos....”?






Paz e Bem e bom Domingo a todos !!!

O Evangelho deste Domingo é Mateus 25, 31-46 > o grande texto da teologia da caridade, que encerra o Tempo Comum, onde o Senhor dirá que tipo de Reino Ele pretende. 


Daí a pouco , diante de Pilatos , Jesus dirá “meu Reino não é deste mundo”.

Mas de que mundo é o Reino de Jesus?

Jesus nos conta:

O Reino de Jesus é habitado pelos doentes, pelos pobres, pelos perseguidos, pelos que não tem o que vestir, o que comer, o que beber, pelos que têm fome e sede de justiça.

E Jesus diz mais !

Ele nos dirá que esses habitantes mal cheirosos, desempregados, desdentados, famintos, escravizados, os pequeninos, os humilhados, os perseguidos, etc. São Ele mesmo !!!!!!

Vejam só !!! Um Deus com a aparência do menor , um Deus parecido com aquela mulher que remexe os lixões das nossas cidades, procurando os nossos restos.

Deus está neles !!!!!!!

Isto assusta realmente a quem persegue as riquezas do mundo.

Um Deus que desce aos porões do mundo !

Deus não nos quer miseráveis, pobres, famintos, mas Deus nos quer fraternos com os que assim vivem. Uma fraternidade que desafie a nossa soberba.

Uma fraternidade que nos comprometa até a alma.

E o que fizermos em paz e bem a um desses menores do Reino, será ao Rei que faremos.

Mas, em contrapartida, o que NÃO fizermos em paz e bem a um desses pequeninos, será a Ele que não fizemos.

E seremos deixados fora desse reino, porque não nos adequamos a ele, nos auto-excluímos porque não tivemos a grandeza para sermos pequenos.

Não tivemos amor suficiente para amar o Rei , porque não amamos o suficiente a quem deveríamos amar: aqueles que não são amados !!!

Não há Fé sem Cristo, mas não há Cristo sem amor ao irmão, principalmente ao mais pobre.

Qual seria a resposta do Rei se você um dia perguntasse a Ele:

- Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?

Solenidade de Cristo, Rei do Universo – MM XI – AD.


Frei Bento, frade menor e pecador

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Seguir Jesus depois de nossa cegueira.





Paz e Bem !

O texto do evangelho de Marcos 10, 46-52, que trata da cura do cego Bartimeu, e o seu similar Lucas 18, 35-43, o texto do evangelho de hoje, nos falam da cura de um homem cego.
São Marcos escreve que a cura aconteceu quando Jesus saia de Jericó, Lucas dirá que foi quando Ele se aproximava de Jericó.
Onde Jesus estava realmente não tem muita importância. O que é importante é que Ele estava lá, onde os olhos do coração do cego O enxergaram.
O importante é que esse cego estava sentado a beira do caminho, muitos de nós estamos como o cego , sentados à beira do caminho enquanto Jesus passa, e nem O vemos, porque estamos tão “cegos”... que nem sabemos distinguir se Ele aproxima-se de nós, ou se vai indo embora.
Mas Bartimeu ousa gritar,” Jesus Filho de Davi tem dó de mim!” E este grito dele ecoa por toda história da salvação.
Vemos esse mesmo tema no grito do sangue de Abel, no grito de Jó, no grito de cada pobre, excluído, sem ninguém, “sentado à beira do caminho”. É também o grito de Jesus na cruz, o grito dos mártires. Gritos de dor que perpassam toda a escritura.
E Deus ouviu o grito de Bartimeu, embora tantos o mandassem se calar. Quantos não nos mandam também calar? Abafar nosso gritos, amordaçar nossas bocas , almas e corações? Mas temos de gritar, nosso socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra, diz o Salmo.
Mas nossos gritos nem sempre são para fora de nós, são gritos de nossa alma, gritos mudos...
Os verdadeiros gritos são mudos.
Perceba que Bartimeu teve de jogar o manto fora, ele aprende que não é possível seguir Jesus sem deixar algo, sem arriscar a segurança humana para experimentar a mão de Deus.
E interessante, por que Jesus pergunta ao cego : "o que quer que faça por você"?
Jesus sabia , era óbvio.
É que Jesus respeita nossa liberdade e não obriga ninguém a se libertar, muitos não preferem ficar “à beira do caminho”?
Note que Bartimeu não é o mesmo cego de S.João 9, o que nunca enxergara antes.
Bartimeu queria VOLTAR A VER.
Quantos de nós , porque perdemos a clareza da fé, precisamos ver de novo?
É disso que o trecho de Marcos fala, do QUERER VER DE NOVO.
Então não era simplesmente curar um cego, Jesus iria fazer com que ele visse novamente.
Então , somos todos como Bartimeu.
Eu pelo menos sou, eu quero pedir a Jesus que eu O veja novamente, e renovadamente, e por toda a minha vida. Que eu nunca o perca de vista e que Ele nunca perca meu olhar.

Assim deixarei de estar á beira do caminho e estarei “a” caminho, como Bartimeu , que curado, se pôs a caminhar, seguindo Jesus pelo caminho.

Quando insistimos fervorosamente na nossa oração, detemos Jesus que passa, a se aproximar, ou já indo embora?

Frei Bento, frade míope, menor e pecador.

sábado, 12 de novembro de 2011

Quando o Filho do homem vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?







Paz e Bem !


O Evangelho que proclamamos neste Sábado Lucas 18, 1-8, Jesus termina com essa pergunta intrigante>

Quando o Filho do homem vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

Mas o texto do Evangelho nos fala essencialmente do valor da oração.



O Senhor nos pede neste texto para > “Rezar sempre, sem jamais desistir”.

E nos conta a parábola de um juiz injusto, e da viúva que persiste > tentando que ele lhe faça justiça.
E no final o juiz a atende para se livrar dessa “inoportuna”

Ora se até um juiz iníquo, pode praticar a justiça, o que poderá fazer por nós Aquele cujo nome é Justiça?

O valor da oração está na perseverança, aguardar a ação de Deus no tempo Dele, não no nosso. Não somos nós que “determinamos” que Deus faça isso ou aquilo nas nossas vidas, isto não é orar em nome de Jesus.

Orar em nome de Jesus, é orar como Jesus orou, com os sentimentos do Cristo, com as atitudes e a Esperança do Senhor na Vontade do Pai.

A Esperança que não O fez deter na derrota da cruz, mas que superou, chegando à Vitória da Ressurreição.

A oração tem esse sentido, nossas cruzes pessoais não nos podem derrotar , porque somos herdeiros da Ressurreição do Cristo.

A oração é o grande exercício da Esperança , da confiança, do abandono á Vontade de Deus.

É a oração da Virgem Maria: “faça-se se em mim , segundo a tua palavra”, e eu ousaria completar> ainda que tudo possa parecer impossível...

E então voltamos para o texto da pergunta que eu também me faço , e me permito refletir com vocês :

A Fé , que Jesus pode não encontrar quando vier, não será porque a oração tem se transformado num dossiê de nossas demandas reprimidas> que exigimos que Deus atenda?

Quando o Pai, através de Jesus, atende nossos pedidos, deverá ser como queremos ou como Ele quer nos dar?

Será que Jesus irá encontrar em nós a fé > para reconhecer o dom e sermos agradecidos?



Frei Bento , frade menor e pecador.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O zelo pela tua casa me consome!

Archibasilica Sanctissimi Salvatoris - São João de Latrão



Paz e Bem !


Esta frase está no Evangelho desta Quarta-Feira , S.João 2, 13-22, quando Jesus vê os mercadores no Templo e se revolta contra aqueles que fizeram do local sagrado um antro de ladrões.

A Bolsa de NY e as demais Bolsas de Valores do mundo não são exatamente um local sagrado, mas é onde os novos mercadores atuam e como vemos nesses dias, promovem a crise financeira que arrasa o mundo inteiro, mostrando a fragilidade e a incosequência do capitalismo, que fabrica ilusões, falsos ídolos personificados em riquezas inexistentes,que quando cai a máscara revela toda a podridão dessa forma de mercado que enriquece substantivamente uns poucos e ilusoriamente a tantos.

Esses são os novos mercadores, aqueles que deveriam ser expulsos pela prática da falsidade financeira e por causar a ruína de tantos no mundo.

É por causa desse cassino financeiro destinado ao enriquecimento ilícito que tantos irmãos nossos vivem nas piores condições de vida nos países de terceiro mundo, por causa de um sistema econômico criado para enriquecer a poucos em detrimento da miséria de muitos. E velhas nações da Europa são arrastadas para o fundo do poço fiscal.

É essa a grande injustiça do mundo moderno.

E Jesus dirá que aquele templo que compactuava com toda a corrupção seria destruído e reconstruído em três dias, e São João mesmo nos diz que o que Cristo disse é a metáfora da Sua ressurreição.

O Cristo que reconstruiria o verdadeiro Templo em Si, um Templo que seria a centralidade de um mundo em que o Reino de Deus seria a tradução da Justiça e da Equidade.

Hoje Jesus certamente iria se insurgir contra esse sistema econômico que viola a misericórdia e a justiça do Pai.

Mas nós temos nossa parte nesse sistema excludente e pernicioso, na medida em que compactuamos com a exploração do pobre e do oprimido, na medida em que nossas ideologias travestidas de "religião" apenas colaboram para manter esse novo templo cheio de ladrões e corruptos, estejam eles nos púlpitos ou nas tribunas políticas , porque somos nós que os elegemos, nós que passamos um cheque em branco para eles fazerem da "Casa do Pai" que é a casa do irmão pobre , desempregado e faminto, um covil de ladrões que os roubam com o nosso consentimento.

O Reino de Deus é Justiça e Fraternidade, quem não constrói esse Reino, constrói a infelicidade do irmão e colabora para sua indigência.

Quantas vezes deixamos de re-construirmos os nosso templo à imagem do Templo que o Cristo reedificou n’Ele, o Templo que é o coração do Homem, o Templo que é a justiça e a paz?

Solenidade da dedicação da Basilica Latreanense, MM XI AD.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apenas um servo inútil





Paz e Bem !

Evangelho de São Lucas 17, 7-10:

Naquele tempo, disse Jesus: “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

Quem és Tu, dulcíssimo Deus e Senhor meu?

E quem sou eu, desprezível verme da terra e inútil servo? Senhor, sou todo teu. Bem sabes que não tenho mais que o meu hábito e a minha vida e mesmo estas coisas são todas tuas.



Muitos me atribuem virtudes que não possuo. Na realidade, sou apenas um servo inútil que diariamente se surpreende com o bem que Deus faz através dele.

Quem bem me conhece sabe do meu lado obscuro e das coisas que eu lamento... Mas tudo foi em vista da vocação que eu, sem merecer, recebi de Deus, o que me faz ser-lhe mais grato ainda, pois, decorridos tantos anos, continuo sendo um pobre pecador.

Tendo isso em conta, compreende-se que minha crítica a pessoas e opiniões que, segundo minha convicção, representam um perigo para o Reino de Deus, não decorre de presunção, mas de um anseio muitas vezes impotente de cumprir a vontade de Deus e de ser um fiel filho da Igreja.




Frei Bento, frade menor e pecador.

sábado, 5 de novembro de 2011

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.




Paz e Bem!

O texto do Evangelho deste Domingo, Solenidade de Todos os Santos é São Mateus 5, 1-12 a. 

As Bem Aventuranças > SÃO o próprio Evangelho, em torno delas o Evangelho se estrutura, se desenvolve, elas são como que o projeto que Jesus nos PROPÕE, as condutas e as suas consequências. Sobretudo, são o caminho da santidade, nada mais próprio,  portanto, de ser este o Evangelho desta Festa em que comemorarmos TODOS os santos, inclusive NÓS mesmos.   Porque todos nós somos chamados à este estado, a santidade> pelo batismo nos tornamos cidadãos do Reino de Deus, e o Reino de Deus é habitado pelos seus santos. 
Não falo somente dos santos, aos quais a Igreja reconheceu como tal, mas da multidão daqueles anônimos que estão aos pés do Trono de Deus, os que vieram da grande tribulação, os mártires que clamam pela justiça de Deus, conforme a segunda leitura de hoje, Apocalipse 7, 2-4.9-14. 
A Igreja sabiamente coloca juntas estas duas grandes festas, todos os santos e os fiéis defuntos, porque elas se entrelaçam, a segunda é conseqüência da primeira, a morte é a plenificação da santidade. 
O Senhor venceu por nós a morte, deixando a morte de ser nossa inimiga para ser o “lucro” de nossa vida , como São Paulo diz > “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro “( Filipenses1,21), e, se o salário do pecado é a morte, o seu contrário é a recompensa pela santidade, é a visão de Deus, pois não existem mortos em Deus, porque nosso Deus é Deus de vivos ! (Mateus 22,32).
 Mas quem verá a Deus? 
Se as Bem Aventuranças são o centro do Evangelho de Jesus Cristo Salvador, o centro delas é a felicidade daqueles que têm o coração puro> “ pois eles verão a Deus !” Todas as demais Bem Aventuranças falam de consolo, de saciedade, de justiça, de misericórdia, de posse do reino. 
Mas o prêmio maior , a visão de Deus, o estar na presença de Deus, este é destinado àqueles e àquelas que têm o coração puro. 
Ser puro de coração... Para você, que quer ver Deus, o que é ser puro de coração? 

Todos os santos e santas de Deus intercedam por nós. 

Frei Bento, um frade menor, desobediente   e pecador.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sabemos administrar bem a própria vida?




Paz e Bem !

No Evangelho desta Sexta-Feira, Lucas 16, 1-13 Jesus nos conta uma parábola sobre um administrador incapaz de administrar os bens do senhor e os dissipou, e por este motivo veio a ser dispensado. > “já não podes administrar meus bens” .
E para evitar cair na miséria , esse administrador se envolve com os credores de seu senhor, propondo a eles diminuir suas dividas em troca de um futuro melhor.

A parábola fala deste Administrador, um homem que recebeu a tarefa de administrar bens alheios, mas, no entanto, sua administração mostrou-se fraudulenta e digna de censura.

E Jesus, então, nos diz: “Os filhos deste mundo são mais prudentes e astutos que os filhos da luz”.

Jesus, certamente, não está elogiando a desonestidade daquele administrador , mas a sua prudência e inteligência ao procurar garantir a futura manutenção da própria vida após ser demitido.

A fraude não é nunca motivo de elogio, mas a esperteza para garantir e prover o futuro é o que Jesus elogia.
De fato, eles são mais esforçados e dedicados no praticar  o mal , do que os “filhos da luz” em praticar o bem.
Qual de nós, que vivemos na luz do Evangelho, dedica tanto tempo e fadiga, esforço e empenho para conseguir os bens espirituais e eternos?

Nesta parábola, existe ainda uma palavra de Jesus que podemos considerar difícil de entender se estivermos procurando numa Parábola, fatos reais. A Parábola é a forma de passar um ensinamento moral , não os detalhes da narrativa.

Mas é isso que Jesus nos diz:

“Portanto, se não fordes fiéis quanto ao dinheiro iníquo, quem vos confiará o verdadeiro bem? Se não fordes fiéis em relação aos bens alheios, quem vos confiará o que é vosso?” (Lc 16, 11-12).

Isto quer dizer, se não somos capazes de administrar e cuidar bem da nossa riqueza que não é o dinheiro,é a vida, e a vida do espírito, quem nos confiará a nossa própria riqueza? Como administraremos bem a nosso próprio tesouro, nossa própria vida? Como Deus nos confiará tal riqueza?

O Senhor Jesus nos ensina a administrar bem a própria vida, sendo Vida para os que nos cercam. Essa é a nossa grande função como “administradores” da graça e da bênção de Deus. Essa é a nossa maior riqueza.
São João Crisóstomo nos fala sobre esta Parábola: “Cristo é a nossa única riqueza porque é a nossa vida. Por isso, colocamos nossa esperança e nossa riqueza apenas nele, pois ele é a nossa verdadeira riqueza. Desse modo, usamos os bens transitórios para adquirirmos os bens eternos; usamos o material para alcançarmos o espiritual”.

É dentro desta perspectiva que podemos compreender o que Jesus nos diz ao concluir a parábola:
“Fazei amigos com o dinheiro da iniqüidade, a fim de que no dia em que faltar, eles vos recebam nas tendas eternas” (Lc 16, 9).

O dinheiro da iniqüidade são os bens tansitórios , que estão aqui , à nossa volta, temos de conviver com eles, ainda que seja iníquo, diante do valor justo dos bens que não passam, aqueles que receberemos no dia em que nos faltar o que passa, para que alcancemos o que não passam -> os tabernáculos eternos, a casa derradeira, a vida plena.

Frei Bento , frade menor e pecador.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã a Morte corporal.




Paz e Bem !


São Francisco escreveu por toda sua vida o Cântico das Criaturas, conhecido também pelo Cântico do Irmão Sol.

Estando prestes a morrer, Francisco arremata o cântico da sua vida, louvando a Deus pela irmã  morte.

O desapego às coisas da vida era tão grande no seráfico pai que até a morte ele entendeu ser uma irmã, uma criatura de Deus, porque para ele a morte é a transformação da vida, como está na Oração Eucarística de hoje, a vida será transformada, porque de inimiga do homem, a morte passa a ser o segundo parto, por isto dizemos que quando alguém morreu ele partiu, é o verbo partir no futuro, usamos ele no presente quando a mãe deu à luz um filho.

Assim, o partir é o futuro de todo parto, passagem que Jesus nos abriu na Sua Gloriosa ressurreição dos mortos, abrindo para nós as portas da eternidade, antes fechadas pelo pecado de Adão.

Neste dia em que recordamos mais especialmente os nossos mortos na presença de Deus, lembremos que eles nos precederam neste parto definitivo, que o dia de finados não é evocação ou invocação de pessoas mortas, nem mesmo que estamos celebrando a tristeza


O dia de Finados é o dia de celebrar a esperança , a grande festa que acontece no céu quando um de nós alcança a misericórdia de Deus, conforme nos conta o Evangelho de hoje, João 6, 37-40, onde Nosso Senhor nos diz:

"Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim. Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia. Pois a vontade do meu Pai é que todos os que vêem o Filho e creem nele tenham a vida eterna; e no último dia eu os ressuscitarei.

Na cruz, o malfeitor à direita do Cristo pediu-Lhe que se lembre dele no Reino , ao que o Senhor responde, que hoje mesmo ele estaria no paraíso.

Este Hoje é a-temporal, porque trata-se de uma realidade além de nosso entendimento, a vida eterna é um conceito que nossa vida limitada não compreende perfeitamente.

É necessário que entendamos que este "Hoje" para o bom ladrão, será o nosso hoje , amanhã.


Louvado sejas, meu Senhor,

Pela  nossa irmã a Morte corporal,

Da qual homem algum pode escapar.

Ai dos que morrerem em pecado mortal!

Felizes os que ela achar

Conformes á tua santíssima vontade,

Porque a morte segunda não lhes fará mal!

Frei Bento, frade menor e pecador.

Todos Santos !




Paz e Bem  !

O Evangelho de hoje, festa de todos os santos,é o texto de São Lucas 14, 15-24

Todo os santos que celebramos hoje, não são apenas os santos canonizados > reconhecidos pelas suas virtudes heróicas na Fé, na Esperança e na Caridade.

Não!

O dia de todos os santos é também o nosso dia, porque todos nós somos convidados à santidade, sem a qual ninguém poderá ver Deus . (conf. Hebreus 12, 14).

Neste sentido o texto do Evangelho de hoje nos aproxima daqueles para os quais, o Senhor mesmo considera como os convidados privilegiados do Seu banquete >”os pobres, os aleijados, o mancos e os cegos. Isto é, todos os que estão à margem da vida, os que não possuem os privilégios daqueles que se julgam merecedores de ocupar os primeiros lugares, os fariseus e os hipócritas..

E Jesus nos convida também> para darmos a primazia nas nossas vidas, a esses pequeninos, assim nos tornaremos, nas palavras de Jesus > “Então você será feliz! Porque eles não lhe podem retribuir. E você receberá a recompensa na ressurreição dos justos.”

Nestes dois pequenos versículos estão contidos todos os santos, os que são excluídos e marginalizados por serem diferentes, incômodos, rejeitados, e os que são “felizes”, porque ao acolher esses pequeninos, que não podem nos recompensar em nada, nem em dinheiro, nem em fama, nem em poder, mas que poderão garantir a recompensa ressurreição dos mortos,> a salvação > ao acolhermos esses menores, estaremos acolhendo o próprio Jesus, presente e sofredor , em cada um desses pequeninos que acolhemos em Seu Nome > conf.S Mateus 25, 44 -45 : porque

"Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber, nu e te vestimos, peregrino e te acolhemos, enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei > Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes".

Estes são os santos, os acolhidos e os acolhedores, estes são os justos, > todos os santos.

Nós estamos entre eles?

Todos os santos e santas de Deus, intercedam por nós.

Frei Bento, frade menor e pecador.

domingo, 30 de outubro de 2011

Um só é o vosso pai, o Pai celeste; um só é o vosso mestre, Jesus Cristo.






Paz e Bem!

Ontem, no Evangelho de Lucas, Jesus nos convidou novamente  à humildade, nos falou sobre a necessidade  de ocuparmos o lugar que merecemos no Banquete do Senhor, e que este lugar será tão mais alto quanto maior for a nossa humildade . 



Mas humildade não é passividade, não é ser simplório, ser tolo, ou parecer ser tolo. Aliás , querer ser humilde já é um caminho largo para a soberba. 


O humilde , para Jesus, é aquele que procura ser igual a Ele, o que procura servir; aquele que vê no Evangelho o sagrado dever de abrir caminhos para que as pessoas se aproximem de Jesus, e O sirvam na pessoa do irmão, sobretudo o mais pobre. 


Evangelizar é servir, ser humilde é ser o servo, não o Mestre, o Doutor, que tudo sabe e que se exibe diante dos outros como grande sábio, mas no fundo não passa de grande fariseu.


É disto que nos fala hoje o Cristo no Evangelho de São Mateus 23, 1-12,  duro discurso de Jesus contra aqueles que se julgam melhores e maiores, dos que gostam de serem saudados nas ruas como grandes , aqueles que se enrolam em filactérias, contendo versículos sem o contexto do amor, com os quais seduzem a muitos pelo medo que impõem.


Jesus nos fala hoje daqueles que sobrecarregam os outros com pesados fardos, fardos inúteis, exigências escabrosas sem respaldo na ternura, apenas leis de homens cheios de concupiscências.


Mas na calada da noite agem na contra-mão de tudo aquilo que ensinam e são desmascarados mais ali na frente,  nas suas hipocrisias.
“Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem”


Jesus fala também aos Bispos , aos Padres e a nós que estamos no caminho:


Não deixem que um título que é  um sinal de serviço , se transforme em sinal de soberba e de vaidade.


Não chameis ninguém de Pai, porque só Deus é Pai, e aquele que é chamado a ser sacerdote do Pai e do Filho no Amor do Espírito, é menos um Pai e mais um irmão, um companheiro de caminho. Por isto é tão bom ser frade; frade não é nada além de irmão, e ser chamado de irmão, é o nosso maior elogio.


Mau é ser padre e não agir em paternidade, sendo pedra de tropeço para os irmãos, como nos fala o Profeta Malaquias na primeira das leituras de hoje: “ Vós desviastes-vos do caminho, fizestes tropeçar muitos na lei e destruístes a aliança de Levi, diz o Senhor do Universo.”


O Senhor hoje fala aos maus padres e aos maus bispos, que destroem a confiança de tantos em Deus, os que são aquilo que o papa Bento XVI disse anos atrás na Via Sacra do Coliseu :” Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta auto-suficiência!”


E São Paulo irá dar o tom legítimo do sacerdócio-serviço, quando na segunda leitura nos desafia: “Fizemo-nos pequenos no meio de vós. Como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar...”



Este é o sentido de procurar ser menor, ser o servo. Os seguidores de Cristo devem ver o ministério como serviço, não como posto de honra ou lugar de prestígio e poder. Devem usar os dons recebidos de Deus a serviço dos irmãos.
Mas confesso que é um ideal muito mais difícil de ser alcançado do que o soberbo desejo  de ser o maior.


Frei Bento, frade menor e pecador.

sábado, 29 de outubro de 2011

Qual lugar procuramos no Banquete de Deus?





Paz e Bem !




No Evangelho de hoje, São Lucas 14,1.7-14, podemos ler a sublime passagem do Senhor dizendo que os humilhados serão elevados e os exaltados serão humilhados.
Tal como profetizou sua mãe, a doce Virgem Maria no seu Magnificat em Lucas I.


O Evangelho se inicia com Jesus indo a casa de quem? De um fariseu, ah os fariseus....sempre eles...
Os que gostam dos primeiros lugares, os que adoram estar contabilizando cédulas, pessoas, bens, os que adoram serem notados apontados como os salvos os perfeitos os seguidores da Lei.
Os que já receberam suas recompensas nesta vida, acumulando seus tesouros que a ferrugem consumirá. Aqueles que o Senhor mesmo chamou de raça de víboras, sepulcros caiados.
Os que convidam e convivem apenas com os seus IGUAIS, os que se casam com seus IGUAIS, os que têm horror das meretrizes, dos que sofrem, dos que são pobres porque Deus , segundo eles, dá seus sinais de eleição aos prósperos, enquanto os pobres oras, os pobres são pobres por maldição divina.
Os que até hoje atiram pedras , nunca amor.
Mas Jesus dá uma lição de humildade neles, diz o Senhor: quando estiverem na casa de “Alguém” , isto é, na Presença do Dono, procurem ocupar o ultimo lugar, fiquem na sua...
E se o Dono da casa te convidar para ocupar o lugar principal ai será a verdadeira honra. O contrário será a verdadeira vergonha quando o Dono da casa mandar você para trás porque alguém que realmente importa, chegou.


E quem realmente importa para Jesus?


São os pobres, aos aleijados, os cegos, os abandonados, os que são por muitos de nós excluídos.


Estes não nos poderão retribuir, nem com honras, nem com dinheiro , nem com bajulações, nem com dízimos, nem com ofertas.


Acontece que eles não têm nada para dar . mas tudo para receber.


Mas quem os acolher , por amor ao Dono da casa, receberá a recompensa do tesouro que realmente importa, que nenhuma prosperidade humana jamais conseguirá alcançar:


A Divina Misericórdia- o Dono do Banquete.


Frei Bento, frade menor e pecador.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis? Ou um profeta?





Paz e Bem  !

"Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo." ,

Assim começa a Carta Apostólica de São Judas, de quem a Igreja hoje recorda o martírio deste Apóstolo do Senhor, tido pela piedade popular como o santo das causas impossíveis.
Que causas seriam estas nos nossos dias?
Lendo sua Carta no Novo Testamento, encontramos os seguintes versículos que tão bem se aplicam ao que ocorre hoje em dia, de forma que parece ser impossível de combater.
Diz São Judas:
"Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões;" Jd. 1, 17-18, E São Judas dá o nome a estes>

"homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito."( Jd. 1, 19)

Revendo a nossa sociedade à luz do que diz o Apóstolo Judas Tadeu, vemos que ele foi mais profeta do que santo das causas impossíveis, se bem que, os descritos por eles, são quase impossíveis de serem derrotados, a não ser pelo conselho que São Judas nos dá a seguir:

"Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo."( Jd.1,20)

São Judas nos fala daqueles que promovem a discórdia,"que andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré." ( Jd.1 11b).

E diz mais:
"Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudoradamente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas!" ( Jd. 1, 12).

Oremos para que a intercessão de São Judas Tadeu nos livre dos falsos pregadores , dos que saciam a si mesmos nos banquetes de Ágape, dos que promovem a discórdia , inimiga do Reino, inimiga de Deus, que é Concórdia.

Pense na sua questão pessoal impossível, e peça a São Judas que interceda a Deus por você, sobretudo se já tiveres sido enlaçado pelos que andam pelos caminhos do lucro...

Glorioso São Judas Tadeu, cuja memória hoje celebramos, Rogai por nós.

Frei Bento, frade  menor e pecador.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Espírito de Assis.



Paz e Bem ! 

Caríssimos irmãos e irmãs , rezemos hoje, junto ao santo padre e demais representantes de várias igrejas cristãs e outras religiões pela Paz no mundo. 

O papa Bento XVI caminhando nos passos do Beato João Paulo II Magno, volta à terra do Pai Seráfico , 25 anos depois, para que este encontro fraterno favoreça o diálogo entre pessoas de diversas pertenças religiosas e leve um raio de luz capaz de iluminar a mente e o coração de todos os homens, para que o rancor dê espaço ao perdão, a divisão à reconciliação, a violência à delicadeza, e, no mundo, reine a paz. 

E o papa deu a este encontro o título de : "Peregrino da verdade, peregrinos da paz" para significar "o compromisso que desejamos solenemente renovar, juntamente com os membros de diversas religiões, e também com homens não crentes, mas sinceramente em busca da verdade, na promoção do verdadeiro bem da humanidade e na construção da paz. Como já tive oportunidade de recordar, 'quem está em caminho rumo a Deus não pode deixar de transmitir a paz, quem constrói a paz não pode deixar de aproximar-se de Deus'". 

Mas por que Assis? 

Dia Mundial da Paz, também foi chamado de “A Lógica de Assis”. Durante a primeira reunião, na frente da capela da Porciúncula, João Paulo II disse que escolheu “a cidade de Assis como local para este dia de oração, devido ao significado especial do santo venerado aqui, São Francisco, que é conhecido por muitos em todo o planeta como um símbolo de paz, reconciliação e fraternidade. “Desta maneira, o Papa decidiu promover esta iniciativa em nome de São Francisco, o homem que derruba barreiras, e que é irmão de todos. 


Nos Fioretti de São Francisco temos a bela narrativa deste encontro tão insólito, um pobre frade vestido em trapos , diante do sultão poderoso da Babilônia. 

Francisco pregou tão divinamente a fé cristã que queria se atirar ao fogo. 

Pelo que o sultão começou a ter grandíssima devoção por ele, tanto pela constância de sua fé, como pelo desprezo do mundo que nele via; porque nenhum dom queria dele receber, sendo pobríssimo; e também pelo fervor do martírio que nele via. 

Nascendo desta passagem uma inimaginável amizade entre o Poverello e o sultão da Babilônia, que teria mesmo secretamente se convertido ao Cristo, pelo exemplo de Francisco. 

Sabemos porém que a partir deste momento os Franciscanos tiveram livre trânsito na Terra Santa, sendo até hoje os custódios da Basílica da Natividade em Belém e do Santo Sepulcro em Jerusalém, até os dias de hoje. 

Esta graça e encantamento que Francisco despertava em quem o ouvia falar do Altíssimo Senhor Jesus Cristo, com simplicidade e amor é que está presente hoje na terra de Assis, para a qual acorrem os sultões do mundo moderno, para respirar o mesmo ar, ver as mesmas paisagens, sentir o mesmo perfume das flores, que Francisco viu, viveu, e sentiu.
Aquele que sem armas em punho, apenas com sua simplicidade, se tornou o irmão universal, aquele capaz de falar de Jesus sem usar de muitas palavras. 

Que este mesmo espírito seráfico sopre hoje em Assis, que o mundo possa encontra rum diálogo respeitoso dentre todos nós que cremos na Absoluta Alteridade do Deus que proclamamos , com nossas vidas. 


Frei Bento, frade menor e pecador.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A perfeita alegria.






Paz e Bem !

Certa vez São Francisco disse : Frei Leão toma nota se queres saber o que é a perfeita alegria. 
Se nós tivermos a graça de Deus, de pregar o Evangelho e a cruz, e por obra e exemplos pudermos levar a Jesus. 
E convertermos os homens de fé, até mesmo os de mau coração, Frei Leão, isto ainda não é a perfeita alegria. 

Imagine Leão que Deus nos tenha dado a graça de a todos curar, de fazer ver aos cegos, aos coxos andar, surdos ouvir e mudos falar, e que até os demônios fugissem ao comando do nosso olhar. 

E se falássemos todas a línguas, com o dom de bem comunicar, transformando os reinos da terra em reinos de paz, e se soubéssemos toda ciência e os segredos da terra e do mar, Frei Leão isto ainda não é a perfeita alegria. 

Mas então Pai Francisco: o que é a perfeita alegria? 

Se ao chegarmos ao nosso convento e batermos depressa esperando entrar, e o porteiro do lado de dentro ao invés de abrir se puser assim a falar: Quem sóis vós que assim importunos, nesta hora nos incomodais? Somos nós teus irmãos Frei Leão e Francisco que chegam e querem entrar. 

E Frei Leão se o porteiro disser que é mentira e que não abrirá, que encontremos um outro lugar em um canto qualquer! 

E, se nós diante da porta fechada, sobre a noite e a neve que cai, conservarmos a paz, isto é a perfeita alegria. 

Mas se nós insistirmos em prantos que abra e que tenha piedade de nós, pois com fome e tão necessitados na noite não temos lugar. E se então o porteiro sair empunhando um bastão a gritar, e bater em você e em mim muito mais nos deixando a chorar. 

E Frei Leão se for Deus que então assim faz, que nos deixa na neve e na cruz, e se nós diante da porta fechada, sobre a noite e a neve que cai, conservarmos a paz, isto é a perfeita alegria !

Buscar paz no pior tormento.

É lá que ela está.

Santo Frei Antonio de Sant'Anna Galvão OFM, primeiro santo do Brasil cuja memória hoje recordamos, rogai por nós.

Frei Bento , frade menor e pecador.

domingo, 23 de outubro de 2011

Você ama a si mesmo ao ponto de amar o próximo?





Paz e Bem !

O Evangelho deste XXX Domingo do Tempo Comum é o texto de S.Mateus 22, 34-40.

Vimos no Domingo passado os fariseus perseguindo Jesus , preparando armadilhas, como é próprio dos fariseus .

Jesus se desvencilhou dos saduceus com  a sua frase célebre: Dai a  César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Com "inveja" dos saduceus,  os fariseus então armam a sua própria arapuca para o Senhor, e o fazem com a gentileza hipocirta das serpentes: Mestre qual é o maior dos mandamentos?

Se Jesus escolhesse um em detrimento dos outros eles O condenariam por inobservância de "toda a Lei", como é comum os fariseus de hoje , que já se dizem salvos, seja lá o do que.

Então Jesus recorre ao mesmo Antigo Testamento para desarmar a bomba farisaica.


Ele reproduz dois textos fundamentais já escritos na Torá, o Deuteronômio 6, 5  " Amarás o Senhor teu Deus de todo seu coração, de toda sua alma  e de todo seu espírito", e o Levítico 19, 18: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo"

Jesus não ensina nada de novo, mas cala a boca dos que não conseguem ver o novo, ensinado em  prática.

Aqui Jesus dá uma medida, um adjetivo, uma prática para o amor a Deus> o amor ao próximo como a ti mesmo.

Na Lei estavam longe um do outro esses dois mandamentos fundamentais, Jesus os reúne os declara resumo de toda lei e de todo profetismo.

E Jesus mesmo dará  prática a estes ensinamentos quando os instituiu como Serviço ao se dobrar de joelhos diante dos Apóstolos na Ultima Ceia, lavar-lhes os pés e dizer a eles: fazei isto vós também.

Porque o amor não é teoria, não é mandamento, é exercício de servir , de se doar, na medida em que amamos a Deus , amamos o outro como gostaríamos de sermos amados. " Como a si mesmo"


Detendo nesse “como a si mesmo” é que poderemos entender o quanto é necessário nós nos amarmos com o amor que Deus nos ama.

Existem pessoas que tão tristes, amargas, magoadas, feridas, insatisfeitas, mal amadas, doentes emocionalmente, mentalmente e espiritualmente que não conseguem ver o outro , a não ser com esses olhos doentios delas.

Por isso vemos tantas agressões, tanta incompreensão, tanto desatino, tanta intolerância por parte de alguns, que se traduzem num olhar de rapina sobre todos os demais que vivem bem, são felizes, tem a doçura para falar das coisas de Deus porque sabem que o Senhor os ama como eles são, com seus defeitos, suas incapacidades, seus limites.

E não ficam como os saduceus do evangelho de hoje, atordoados em decorar a Bíblia inteira para usá-la a seu favor e contra o outro.

Que bela lição Jesus deu a eles, Jesus quis dizer a eles: vejam bem, não procurem se justificar pela Lei para se sentirem melhores, apenas amem a si mesmos, porque então vocês poderão amar a Deus e ao próximo.

È o que S.Paulo dirá mais tarde, quando escreve  ser a caridade dom maior de Deus.

Você tem tempo para amar a si mesmo ou vive perdendo seu tempo procurando o defeito no próximo quando este defeito provavelmente estará em você?

Frei Bento, frade menor e pecador.

sábado, 22 de outubro de 2011

A Conversão




Paz e Bem!

Hoje o Evangelho deste Sábado falará sobre a misericórdia de Deus que é exigente conforme o texto de Lucas 13, 1-9.

Ele pode ser dividido em duas partes:

A primeira nos fala daqueles que costumam ver nas tragédias humanas > castigos de Deus, quando contam a Jesus que Pilatos mandou assassinar galileus que faziam ofertas nos Templo, e quando Jesus fala sobre a queda da Torre de Siloé , que havia causado a morte de 18 pessoas. E Jesus lhes perguntará se os que morreram seriam mais pecadores do que aqueles que os julgam como tais? Aqueles que sempre enxergam nas tragédias a ira de Deus atingindo sem distinção a justos e pecadores.


Esta era a mentalidade dos fariseus daquele tempo, e do nosso....Os que vêem nos grandes desastres a manifestação da ira divina, quando na verdade é a própria ira pessoal de quem assim pensa que está prevalecendo.

Jesus lhes diz , e nos diz, que Deus não age assim, que aqueles acontecimentos, antes de serem vistos como manifestação da raiva de Deus, devem ser vistos como oportunidades de conversão, pois que todos somos pecadores.

Hoje em dia poderíamos compreender isto se também nós no reconhecermos pecadores, tanto quanto os milhares que morreram no terremoto do Haiti, ou os que morreram na tragédia do Tsunami da Indonésia, ou no terremoto do Japão e das catástofres ambientais.Etc.


Esses eventos acontecidos não falam da ira divina, eles falam à nossa consciência.Eles são poderosos apelos para que sejamos solidários com a dor alheia.Falam antes, da necessidade de compartilharmos a dor do irmão que perdeu tudo e não que sejamos seus juízes e acusadores, como muitos fizeram...

São momentos que exigem de nós >conversão, mudança de atitudes, de meros acusadores para irmãos no sofrimento alheio.

Para os que não se convertem , na segunda parte do texto> Jesus nos conta a parábola da figueira estéril plantada em meio a uma vinha. Ela durante 3 anos não deu frutos, mas o agricultor, que é Jesus, pediu  ao Vinhateiro > que é o Pai, que deixasse a figueira por mais um ano, por mais um tempo, que Ele  a adubaria  e quem sabe ela poderia  dar seus frutos?

O texto não fala se a figueira deu frutos depois, porque cabe a nós terminar a parábola da figueira estéril, se nós, como figueiras estéreis , conseguimos dar frutos, mercê da Graça de Deus que sempre espera mais um pouco,. Que sempre demonstra que além de ser Exigente, Deus é paciente e amoroso, sempre a esperar que possamos dar frutos, ainda que fora do tempo.

E nós? Somos como os fariseus que sempre enxergam nas tragédias castigos pelo pecado alheio?


Ou somos como o Cristo quer? Pessoas que se convertem diante da dor humana, e que dão frutos de conversão, de amor fraterno, de justiça, de misericórdia uns com os outros > segundo a misericórdia de Deus , que sempre espera, que sempre nos dá uma segunda chance?

Frei Bento, frade menor e pecador.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Um rico nada sensato.


A Parábola do Rico Insensato de Rembrant -1627
                                                                    

Paz e Bem


O evangelho de hoje, Lucas 12, 13-21 nos trás a passagem da disputa da herança entre dois irmãos e a parábola do rico insensato.

Dentre os irmãos, um pede a Jesus que decida para quem ficaria o dinheiro, mas Jesus não concorda, Jesus não veio julgar o mundo, veio para salvá-lo.

Para Jesus interessa é que a pessoa se converta aos valores do Reino.E então nos conta a parábola do agricultor que nem sabe o que fará com tantos bens que acumulou.

Mas este trecho, também conhecido como a parábola, a do rico insensato, nos convida a pensar sobre o perigo e a total “ambição”do homem em acumular bens materiais e esquecer o sentido pleno da vida. 

Quer acumular coisas materiais: herança, sucesso, imagem pessoal, avareza, etc. e descuida o ser rico nos valores do Reino. 

E o pior , quantos são induzidos a este embuste?

Jesus não quis denunciar o desejo de viver decentemente, mas a mania de colocar sua esperança nas riquezas desta vida,e fazer com que sejam vistas como “bênçãos” de Deus. 

Os verdadeiros tesouros estão junto a Deus, onde a traça e a ferrugem não agem, esta parábola afirma que “a vida do homem não consiste na abundância de bens”. 

Ele ensina que a riqueza não garante nada, nem alegria nem felicidade . 

Por isso que essa página do Evangelho merece ser lida muitas vezes por cada um de nós e pelos que tanto “cultuam a vaidade do TER” e a tal “teoria da prosperidade”.

Estas riquezas na hora do juízo serão as testemunhas de nossa avareza, injustiça e exploração (São Tiago, 5,1-6), não as riquezas que constituam a alegria de Deus.

Então, nos é perguntado pelo Senhor, você quer ter , poder, parecer, ou ser?

Frei Bento, frade menor , pobre e pecador.

domingo, 16 de outubro de 2011

A César o que é de César e a Deus o que é de Deus ! O que é de Deus?





Paz e Bem !

O Evangelho de hoje, Mateus 22, 15-21 nos trás a famosa frase de Jesus, quando interpelado pela hipocrisia dos fariseus, e dos herodianos daquele tempo, que até hoje fazem  perguntas hipócritas,não se interessando propriamente pelas respostas que são dadas. 

Fazem perguntas para "tentar" no pior sentido que a palavra "tentação" tem.

E é isso que fazem com Jesus quando lhe perguntam: é lícito pagarmos impostos a César.

Jesus percebe a armadilha dos fariseus .

Que nós possamos percebê-las também.

Primeiro falsamente elogiam o Senhor, mas com elogios verdadeiros.

Sim , Jesus é sincero quando ensina o caminho de Deus. E Não faz acepção de pessoa alguma.

Como fazem os fariseus.

É lícito ou não pagar tributos a César?

O tributo era o sinal da dominação romana; os fariseus a rejeitavam, mas os partidários de Herodes a aceitavam.

Se Jesus respondesse "sim", os fariseus O desacreditarão diante do povo; se ele dissesse "não", os partidários de Herodes iriam acusá-lo de subversão.

Mas Jesus não discute a questão do imposto.

Para Jesus o que importa é o ser humano, não as autoridades e suas hipocrisias: a moeda é de César, mas o povo é de Deus.

O imposto só é justo quando reverte em benefício do bem comum. Jesus condena a transformação do povo em mercadoria que enriquece e fortalece tanto a dominação, como vemos hoje em dia, tantos sendo dominados por uma nova forma de "imposto" m cobrado "em nome de Jesus"mas que beneficia os falsários agindo em Seu Nome.

E o povo sendo objeto de exploração do governo, pagando altos tributos sem que a contrapartida seja revertida em seu favor.

No Brasil , o povo paga altos impostos ao Governo, e recebe baixíssimos serviços pelo que paga.

O que é de Deus certamente não é nem dos que extorquem o povo em Nome de Deus, nem é de Deus o que o povo paga ao Governo, que beneficia os grandes interesses econômicos, que não são os interesses do povo, sobretudo dos mais pobres.

O que é de Deus é a felicidade de Seu povo, o que é de Deus é a partilha dos bens e das riquezas, de forma que possamos dizer como aqueles que viviam nas comunidades do princípio " "Não havia indigentes entre eles... A cada um era repartido segundo a sua necessidade" (At 4,34-35).

O que é de Deus está sendo revertido em função dos que são de Deus, o seu povo, ou dos que agem como se fossem ?


Frei Bento, frade menor e pecador.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Do quinto evangelho: proclamação do Cristo do Corcovado.



Naqueles dias, ao se completarem 80 anos de existência, o Cristo do Corcovado estremeceu e se reanimou. O que era cimento e pedra se fez carne e sangue. Estendendo os braços, como quem quer abraçar o mundo, abriu a boca, falou e disse: "Bem-aventurados sois todos vós, pobres, famintos, doentes e caídos em tantos caminhos sem um bom samaritano para vos socorrer. O Pai, que é também Mãe de bondade, vos tem em seu coração e vos promete que sereis os primeiros herdeiros do Reino de justiça e de paz. Ai de vós, donos do poder, que há 500 anos sugais o sangue dos trabalhadores, reduzindo-os a combustível barato para vossas máquinas de produzir riqueza iníqua.

Bem-aventurados sois vós, indígenas de tantas etnias, habitantes primeiros destas terras ridentes, vivendo na inocência da vida em comunhão com a natureza. Fostes quase exterminados. Mas agora estais ressuscitando com vossas religiões e culturas dando testemunho da presença do Espírito Criador que nunca vos abandonou.


Ai daqueles que vos subjugaram, vos mataram pela espada e pela cruz, negaram-vos a humanidade, satanizaram vossos cultos, roubaram-vos as terras e ridicularizaram a sabedoria de vossos pagés.


Bem-aventurados e mais uma vez bem-aventurados sois vós, meus irmãos e irmãs negros, injustamente trazidos de África para serem vendidos com peças no mercado, feitos carvão para serem consumidos nos engenhos.


Ai daqueles que vos desumanizaram. Malditos: a senzala, o pelourinho, a chibata, o grilhão, o navio negreiro. Bendito o quilombo, advento de um mundo de libertos e de uma fraternidade sem distinções.


Bem-aventurados os que lutam por terra no campo e na cidade, terra para morar e para trabalhar e tirar do chão o alimento para si e para os outros.


Maldito o latifúndio improdutivo que expulsa posseiros e que assassina quem ocupa para ter onde morar, trabalhar e ganhar o pão para seus filhos e filhas.


Bem-aventuradas sois vós, mulheres do povo, que resististes contra a opressão milenar, que conquistastes espaços de participação e de liberdade e que estais lutando por uma sociedade que não se define pelo gênero, sociedade na qual homens e mulheres, juntos, diferentes, recíprocos e iguais inaugurareis uma aliança perene de partilha, de amor e de corresponsabilidade.


Benditos sois vós, milhões de menores carentes e largados nas ruas, vítimas de uma sociedade de exclusão e que perdeu a ternura pela vida inocente.


Felizes os pastores que servem, humildemente, o povo no meio do povo, com o povo e para o povo. Ai daqueles que trajem vestes vistosas, se envaidecem nas televisões, usam símbolos sagrados de poder, exaltam o Pai Nosso e esquecem o Pão Nosso.


Bem-aventuradas as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais por terra, por teto, por educação, por saúde e por segurança. Felizes deles que, sem precisar falar de mim, assumem a mesma causa pela qual vivi, fui perseguido e executado na cruz. Mas ressurgi para continuar a insurreição contra um mundo que dá mais valor aos bens materiais que à vida, que privilegia a acumulação privada à participação solidária e que prefere dar os alimentos aos cães que aos famintos.


Bem-aventurados os que sonham com um mundo novo possível e necessário no qual todos possam caber, a natureza incluída. Felizes são aqueles que amam a Mãe Terra como sua própria mãe, respeitam seus ritmos, dão-lhe paz para que possa refazer seus nutrientes e continuar a produzir tudo o que precisamos para viver. Felizes sois vós porque sois todos filhos e filhas da alegria, pois estais na palma da mão de Deus. Amém".



(Leonardo Boff)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Maria, a que apareceu nas muitas águas.








Paz e Bem !



Hoje celebramos a solenidade da padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição na pesca milagrosa de pobres pescadores do rio Paraíba= muitas águas em Tupi. 


“Muitas águas também significam “Maria”, como lemos no Gênesis no latim da Vulgata: 


“Et vocavit Deus aridam terram congregationesque aquarum appellavit 
“ MARIA” et vidit Deus quod esset bonum. 

E Deus viu que era bom! 

Em Deus não há coincidência, tudo é Providência.

Também ouvimos falar de muitas águas no Evangelho de hoje , a narrativa de São João sobre  das Bodas de Caná da Galiléia >onde estavam O Cristo e Sua Mãe.

Maria estava lá,  e a partir do que ela falou, outros juntaram também muitas águas, que Jesus transformou em vinho , que todos viram que era muito bom... 


E foi pela observação dela sobre a falta do vinho, sinônimo da vida para aqueles convidados para as Bodas, que também somos nós, que tudo se transformou. 


Bodas como aliás meditamos,  no Evangelho do Domingo passado. 


A festa da vida , o banquete das núpcias é o sinal do Reino de Deus, prefigura o Reino, onde nossas vidas assim transformadas da água para o vinho, encontraremos a paz e a justiça que é o outro nome do Reino de Deus.  Que ainda está no meio de nós, como Jesus falou, mas nós teimamos em ficar fora dele, quando renunciamos a paz e a justiça, para dar espaço para aquilo que não vem do Senhor, que não é o que Jesus nos diz. 


Fazei tudo que Ele vos disser, este pedido de Maria ecoa pelos séculos, e tantos de nós permanecemos surdos a este pedido, e assim , nossas vidas não se transformam, não se orientam. 


Vejamos essa pequenina imagem reencontrada “nas muitas águas”, ela tem o tamanho exato da humildade de Maria, é negra como a cor dos nossos irmãos excluídos e marginalizados, é simples e pobre como foi Nossa Senhora, e trás no manto o azul do céu, destino da nossa Esperança. 


Solenidade de Nossa Senhora Aparecida MM XI – AD 


Frei Bento, filho de Maria, pobre e pecador.