Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O que eu fiz para que a mãe de meu Senhor venha a mim?




Paz e Bem !

Neste dia 31 de Maio, terminando o mês de Maria, das mães e das flores, a Igreja celebra a festa da visitação de Nossa Senhora a Isabel, conforme o texto de Lucas 1, 39-56.

Nestes versos de Lucas se encontra o tesouro da Mariologia, que é o estudo do papel da Virgem Maria dentro da Cristologia, porque toda nossa Fé está centrada no Cristo, e a pessoa de Nossa Senhora só tem a sua grandeza quando vista  através dos  olhos de Jesus, em função Dele e para Ele.

Porque a doce Virgem é aquilo que ela mesmo definiu ser > a humilde serva do Senhor, e seu grande mérito foi saber ser pequena, ser a última, ser a mulher silenciosa que contempla a Vida do Filho com os olhos de quem ama profundamente.

Mas que viveu como  nenhum outro ser humano, este encontro visceral com Deus, esse grande mistério , o de  gerar em  suas entranhas > Aquele que sempre existiu .

Em Lucas 1, 41 temos o verso que exprime essa singularidade quando Isabel, cheia do Espírito Santo proclama , e Lucas insiste em dizer “em alta voz”, ou seja para que mesmo os ouvidos que não querem ouvir, ouçam,  que diante dela estava a mãe do Seu Senhor. 


E o Senhor é Deus.


Não a mãe de um menino qualquer, mas a mãe do Menino,  que desde a sua concepção era simultaneamente Homem e Deus, pois que Nele as duas naturezas estão unidas, da mesma forma que Ele é Uno com o Pai mediante o Amor do Espírito Santo.

Mas Maria é silenciosa, ela não protagoniza, ela não assume nos Evangelhos e no Kerigma Apostólico, papel de proeminência. Porque ela soube ser aquilo que encantou a Deus, humilde e pequena, silenciosa e discreta, mas firme na submissão a Deus e a Seu Plano.

Karl Barth, teólogo protestante do século XX,  tem uma abordagem interessante sobre esse papel de Maria, aparentemente secundário, mas fecundo de significado e de testemunho. Ele escreveu que :  “Maria é um fator indispensável na proclamação bíblica pela ausência da ênfase em sua pessoa, pelo significado infinito de sua modéstia e humildade, de quem só recebe a bênção”.

Em um tempo em que tantos cristãos querem ser os primeiros , atrair pra si as atenções  do mundo , da mídia, do dinheiro, Maria os contrapõe o seu exemplo,  de quase absoluto anonimato, de sua quase inexpressividade, mas que do seu silêncio , de suas poucas palavras, de sua pobreza > é que nos chegou o Salvador.

Aquele Jesus que tanto amamos e que disse certa vez que , quem quiser ser o primeiro, que seja o último, quem quiser ser o maior,  seja o servo,  pois  os últimos serão os primeiros, os servos serão os justos e os humilhados é que serão exaltados, no Seu Reino, na Sua Lógica.

E esta foi Maria > a Virgem  do serviço >  da humildade >  e do silêncio.

E Maria nos visita também hoje, trazendo-nos o Seu Filho. Que também possamos ser como João Batista, e saltar de alegria diante Dele, que é o Deus de nossa alegria.

Frei Bento, frade menor e pecador.

domingo, 29 de maio de 2011

Vejamos sempre o Cristo, mesmo quando o mundo não mais O veja.



Paz e Bem !

Meus caríssimos, estamos nos aproximando da celebração litúrgica do Domingo de Pentecostes.
Já no dia 31 celebraremos a manifestação do Espírito Santo quando da visita de Nossa Senhora a Isabel, quando esta, “cheia do Espírito Santo”, proclamará em alta voz que Maria é bendita entre as mulheres, que ela é a mãe de meu Senhor, que ela é bendita entre todas as mulheres porque acreditou, contra todas as evidências e perigos, que o que nela foi realizado foi  obra do Espírito Santo de Deus.
No primeiro Domingo de Junho celebraremos a Ascensão do Senhor e então,  no Domingo seguinte,  festejaremos a vinda do Divino Espírito sobre os Apóstolos no Cenáculo.
Mas esta semana meditamos sobre o que podemos chamar de “o discurso do adeus” de Jesus aos seus, os capítulos 14 e 15 do Evangelho de João, onde somos levados a presença do Cristo que se identifica com O Pai, que diz ser a videira verdadeira e nós os ramos e o Pai o Agricultor, que nos pede para permanecermos no Seu Amor, que nos dá o Seu mandamento > o Amai-vos, que tanto esquecemos, e que nos adverte sobre os ódios e as perseguições que sempre passaremos por Ele, porque o Amor de Jeus é Luz, e o mundo > prefere as trevas.
E neste Domingo o Senhor da Vida nos reconforta nos garantindo, conforme o evangelho de S.João, 14, 15-21 >  com palavras de Verdade, que jamais nos deixaria sós. Que por algum tempo mais este mesmo mundo que prefere as trevas,   já não mais O veria, mas que os seus, que somos nós, sempre O teríamos conosco, e então, viveríamos.
E esse viver em Cristo só nos é possível pelo Espírito Santo que Ele nos dá, e pela Sua Palavra que não passa.
E o Espírito Santo torna Jesus presente no meio de nós mediante o Batismo e sobretudo , pela Eucaristia, a presença real do Senhor em corpo alma sangue e divindade no Sacramento do Pão.
O Espírito Santo que pedimos que nos seja mandado na consagração para que transforme  o pão e o vinho no Corpo e Sangue do Senhor.
A presença do Ressuscitado em nossos Altares só nos é possível crer pela ação do Espírito Santo, que São Pedro nos declara , na segunda leitura de hoje,  fez Jesus, morto na carne >  ressuscitar no Espírito.
E  Pedro nos pede também,  que estejamos prontos para responder sempre que esta é a razão da nossa Esperança.
E aqui, Esperança é Fé.
Uma Fé fidedigna, que seja nossa resposta daquilo que cremos,  e do como agimos, ainda que esta resposta nos custe a vida.
Porque somos chamados a testemunhar a Vida diante do mundo diante de sua cultura que leva à morte. Porque somos chamados a sermos testemunhas da docilidade do Espírito, que torna nossas penas e nossas dores mais leves e mais salvíficas.
O mundo não mais verá o Cristo, mas nós continuamos a vê-Lo, ainda que nas exigências do Evangelho, ainda que abraçando nossas cruzes e seguindo, porque Cristo nos precedeu tanto na vida quanto na morte, e está conosco até o final dos Tempos.
Batizados no Cristo, fomos mergulhados na Sua morte e renascemos na Sua ressurreição.
Participando de Seu Corpo e de Seu Sangue na Eucaristia é que adquirimos a Vida , e Vida em abundância.

Frei Bento, frade menor e pecador.






  

sábado, 28 de maio de 2011

Ninguém é homossexual ou heterossexual diante de Deus. Todos somos filhos amados do Pai.

Frei Carlos Alberto Libânio Christo - OP


Paz e Bem!

Transcrevo a seguir o texto do Frei Betto, sobre a questão da homofobia:

"É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).
Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.
A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.
Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.
São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.
A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).
Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?
Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.
Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?
Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei."
Copyright © 2011 Frei Betto. Todos os direitos reservados.

Eu ousaria acrescentar que  repugna-me o fato de alguns,  que se dizem "cristãos",  impedirem uma lei que criminaliza a hombofobia, tão somente pelo "dever",  que acham que possuem, de perseguir os homossexuais ou homoafetivos,  pelo simples fato de serem o que são.

De fato, não se concebe uma fé genuína em Cristo,   se esta exigir  de nós ataques e discriminações, pregações de ódio e de exclusão, contra aqueles que são  diferentes de nós. 


É precisamente isto que a chamada "bancada evangélica",  e alguns católicos no Congresso,  querem: não socorrer legalmente os homoafetivos,  quando esses são vitimas de crimes de morte, de exclusão, de preconceitos, de violência social.


O que essas pessoas pretendem,  é um "pseudo direito" de continuar perseguindo os diferentes,  em nome de um suposto "deus", que não é o Deus que Ama.


Entretanto, da parte dos homoafetivos,  deve haver também a virtude da temperança e do respeito. Da parte deles deve haver exatamente aquilo que desejam que seja feito com eles. 


E todas as partes deveriam ouvir o que Jesus nos ensinou: 


"Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei e os Profetas" (Mt7,12). 


Frei Bento, frade menor e pecador.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

O tempo da videira, o tempo da colheita.



Paz e Bem !

No Evangelho de hoje, João 15, 1-8 Jesus nos dirá:


"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto."


E nos dirá também:“Eu sou a videira, vós os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

Da janela do meu quarto  vejo uma linda videira que neste tempo se revela com muitos frutos, acho que nunca a vi produzindo tanto. Os cachos estão amadurecendo anunciando o tempo para a colheita.

Esta é a minha visão toda manhã, folhas verdes, muitos frutos que variam dos tons verdes ao vinho e com perfume indescritível. Esta visão alegra todo o meu dia. A anunciação do tempo da colheita!      
                                                                                                               
 Mas nem sempre é assim.              
                                                                 
Há um tempo que toda a videira é podada. Todas as folhas são arrancadas, tudo o que se pode ver são galhos com a aparência nada agradáveis. Neste tempo toda a videira parece estar morta. Mas se cortamos algum galho logo descobrimos seiva, vida. Toda a força que faz com que surjam os frutos está lá, guardada, alimentando toda a planta e mesmo que não esteja evidente mantém a vida em plena atividade.  Este é um tempo de repouso. Até enfim, surgirem os maravilhosos e apreciáveis frutos.   
                                                   
O percurso da vida também é assim, em alguns momentos tudo tem aparência de fim.

 Procuramos minuciosamente e não encontramos nenhum fruto, nem mesmo folhas verdes. Tudo o que vemos são galhos com aparência seca. O desânimo e fadiga tentam nos fazer parar, desistir.

Mas se olharmos dentro destes galhos descobrimos a vida que fará brotar frutos novamente.             
 Se você estiver vivendo este tempo traga a memória tudo o que Deus já fez por você, cada momento de puro regozijo e certamente no tempo adequado e propício os frutos virão, trazendo toda alegria da colheita e então, um novo período de repouso.

Conhecer e respeitar os tempos são chaves para um coração agradecido e feliz, vivendo plenamente os desafios de cada um.   
                                                                                                           
Todos pensavam que tudo havia acabado, pois o Mestre havia morrido. Até que ao terceiro dia Ele ressuscitou fazendo brotar milhares de frutos em mim, você e em todos os que permitirem. Nem tudo é o que parece.

Não desista!
 
Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
 (Salmo 1, 3.)

Frei Bento frade menor e pecador

domingo, 22 de maio de 2011

Bem-aventurada és tu: Dulce dos pobres !



 Paz e Bem !

Caríssimos , neste Domingo o Evangelho, S.João, 14, 1-12  volta a nos mostrar o diálogo de Jesus com seus Apóstolos, no momento da ultima ceia, na instituição do sacerdócio do serviço e do amor  e na primeira Eucaristia. Após a saída de Judas Iscariotes que iria trair Jesus, após Jesus dizer aos seus que para onde Ele iria eles não poderiam ir, após Pedro dizer que daria sua vida pelo Senhor, o Senhor o desarma: Pedro, antes mesmo que  galo cante por 3 vezes você vai me negar.
Ante a amargura que tomou  conta dos corações dos apóstolos , Jesus os reconforta, pedindo que não se perturbe os seus corações, que devem crer Nele e no Pai.
Que Ele, Jesus , irá preparar o lugar e a morada de todos, onde estaremos todos juntos e já não  morreremos . E retomamos a leitura do Evangelho de dias atrás, quando Tomé pede ao Senhor que lhe mostre o caminho,  porque eles não sabiam qual era esse caminho.  Jesus responde dizendo que Ele é o Caminho,  a Verdade e a Vida, e que ninguém vem ao Pai se não por Ele. E Felipe pedindo para que Ele nos mostre o Pai.
E Jesus diz que todos  que O vêem , vêem  o Pai.
Segue o texto com Jesus revelando que   todos que Nele cressem  fariam as obras que Ele fez e até maiores...
E aqui está o ponto que nos une à celebração da Igreja no Brasil de hoje, quando Irmã Dulce será declarada Bem-aventurada, exatamente porque acreditou em Jesus, no Seu mandamento de Amor e praticou as obras do Senhor, de forma exemplar.
Estas são as obras que importam ao Pai, amar e cuidar daqueles que ninguém mais quer, vendo neles o Rosto do Cristo, sofredores, doentes, pobres, abandonados, famintos, sedentos, exilados da sorte > os pequeninos.
Irmã Dulce aprendeu este mandamento do Amor e o praticou pelo caminho, por isto seguiu a Cristo, por isto viu no Cristo a Pessoa do Pai >  que São João nos revela ser O Amor.
Mas por que Dulce é Bem-aventurada?
Porque cuidou dos pobres?
Não, é mais do que isto.
Dulce, Francisco, Clara, Teresa de Calcutá  e uma multidão de pequeninos,  alcançaram a bem-aventurança porque foram pobres, como nos revela o Evangelho de Lucas 6, 20: "Bem-aventurados vós que sois pobres , porque vosso é o Reino de Deus".
E são Bem-aventurados porque viram nos pobres o Reino de Deus.
Não é por outro motivo que hoje a chamamos Dulce dos pobres, porque ela soube ser pobre em meio deles.
Imitou a Jesus Pobre e por isto,  recebe hoje o reconhecimento que o Reino de Deus pertence a ela também.
E eu me alegro muito em fazer parte desta Igreja   que está no meio dos pequeninos, porque é esta a Igreja do Senhor Jesus, cujo amor me consome.

Frei Bento, frade menor e pecador.




quinta-feira, 19 de maio de 2011

" Eu sou o seu Pai."





Meus caríssimos,  Paz e Bem!

Terça –feira passada meu pai faleceu e creio eu,   houve uma festa no céu  quando ele lá chegou com seu sorriso fácil, sua fé, seu jeito bom de conviver.

Meu pai foi uma pessoa feliz, viveu intensamente a alegria da vida, sofreu na medida certa as dores que teve de enfrentar, deu seu exemplo edificante a nós todos que o cercaram e que vivemos o imenso privilégio de tê-lo conosco.

Ainda na véspera de falecer ele sonhou que o meu avô, o pai que ele não chegou a conhecer pois que morreu quando ele tinha apenas 1 ano de idade, este meu avô, no sonho, e creio , nesta antecipação da felicidade eterna, o abraçou e disse vem meu filho >  eu sou o seu pai.

Creio que assim todos seremos recebidos na vida eterna, quando deixarmos este vale de lágrimas, e nos reencontrarmos, com nossos pais, nossos familiares que já se foram, os amigos que nos deixaram, como em uma festa, a festa que o pai da parábola do filho pródigo preparou para receber aquele que retornou.

E assim, na Casa Paterna nos reencontraremos e seremos os filhos amados do Pai que retornaram.

Nesta semana  estamos meditando textos do Evangelho de São João, e no Evangelho de amanhã, Sexta-Feira, João 14, 1-6,  o Senhor nos pede que não  tenhamos os  nossos corações perturbados, que creiamos em Deus e Nele > Jesus.  


Que na Casa do Pai há muitas moradas, cada uma na medida certa de nossa Esperança.

E Jesus nos assegura que Ele vai nos preparar o lugar desta nossa Esperança e nos levará até ela, a esta morada definitiva e que,  onde Ele estiver, nós  estaremos  também.

Esta é a realização de nossa Fé e de nossa Esperança, realização que ocorre na casa do Pai,  pois, como nos diz São Paulo : “Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido". ( conf. 1 Cor 13, 12)

Este sentimento de Esperança e de Fé se concretiza na imensidão do Amor Misericordioso de Deus sempre de  braços abertos a nos acolher e nos chamar de filhos, como no sonho do papai, como também na minha Esperança .

Frei Bento , frade menor e pecador.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

O espaço da humildade.

Paz e Bem !






Recebi do meu amigo Paulo, um belo email com um PPS sobre este fato que ocorreu na vida de João Paulo II Magno.

Como não consigo reproduzir o arquivo aqui com toda sua beleza poética e ilustrativa, encontrei na www.cancaonova.com o texto contando a história e gostaria de que os que ainda não a conhecem, também pudessem ler.

É uma historia comovente, que nos remete ao texto do Evangelho que gosto muito, aquele que Jesus disse que quem quiser ser o primeiro, no caso era o papa, que se torne o servo.



Creio que Jesus agiria assim, como João Paulo agiu.


E nós?

Eis o texto:


Um sacerdote norte americano da diocese de Nova York se dispunha a rezar em uma das paróquias Roma quando, ao entrar, se encontrou com um mendigo. Depois de observá-lo durante um momento, o sacerdote se deu conta de que conhecia aquele homem. Era um companheiro do seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.

O padre, depois de identificar-se e cumprimentá-lo, escutou dos lábios do mendigo como tinha perdido sua fé e sua vocação. Ficou profundamente estremecido. No dia seguinte o sacerdote vindo de Nova York tinha a oportunidade de assistir à Missa privada do Papa e poderia cumprimentá-lo no final da celebração, como é de costume. Ao chegar sua vez sentiu o impulso de ajoelhar-se frente ao Santo Padre e pedir que rezasse por seu antigo companheiro de seminário, e descreveu brevemente a situação ao Papa.

Um dia depois recebeu o convite do Vaticano para cear com o Papa, e que levasse consigo o mendigo da paróquia. O sacerdote voltou à paróquia e comentou a seu amigo o desejo do Papa. Uma vez convencido o mendigo, o levou a seu lugar de hospedagem, ofereceu-lhe roupa e a oportunidade de assear-se.

O Pontífice, depois da ceia, indicou ao sacerdote que os deixasse a sós, e pediu ao mendigo que escutasse sua confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhes que já não era sacerdote, ao que o Papa respondeu:"uma vez sacerdote, sacerdote para sempre". "Mas estou fora de minhas faculdades de presbítero", insistiu o mendigo. "Eu sou o Bispo de Roma, posso me encarregar disso", disse o Papa.

O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe que por sua vez escutasse sua própria confissão. Depois dela chorou amargamente. Ao final João Paulo II lhe perguntou em que paróquia tinha estado mendigando, e o designou assistente do pároco da mesma, e encarregado da atenção aos mendigos.


domingo, 15 de maio de 2011

“O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”



Paz e Bem !


Neste 4º Domingo do Tempo Pascal do Senhor Jesus, celebramos o Domingo chamado do Bom Pastor,  o Evangelho que ouvimos é São João, 10, 1-10 onde Jesus nos dirá que Ele é o Bom Pastor, e que nós somos as suas ovelhas se O ouvirmos.
E Ele nos conhecerá pelo nosso próprio nome.
Mas também nos diz que Ele é a porta por onde entram as suas ovelhas, Ele chama as ovelhas e as liberta do redil onde são aprisionadas, onde se comete a injustiça e a maldade.
E Ele as conduz para pastos verdejantes e para as águas tranqüilas, como nos canta o Salmo 22 da liturgia de hoje.
Esta parábola que Jesus contou muitos não compreenderam e o Senhor reitera, Eu sou a porta das ovelhas, elas entram e são salvas, têm a liberdade de entrar e sair por Ele e os ladrões e salteadores não as seduzirão. Os ladrões e salteadores vieram para roubar,  matar e destruir. 
Mas Jesus veio para salvar e dar a vida e vida em abundância.
Ele não nos tira nada e tudo nos dá.
Nestes nossos tempos, tão grande é o numero dos falsos pastores, daqueles que não cuidam das ovelhas, mas apenas as tosquiam.
Entretanto, como profetizou  Ezequiel > “Eis o que diz o Senhor Javé: vou castigar esses pastores, vou reclamar deles as minhas ovelhas, vou tirar deles a guarda do rebanho, de modo que não mais possam fartar a si mesmos; arrancarei minhas ovelhas da sua goela, de modo que não mais poderão devorá-las". (Ez 34,10)
E o próprio Deus , que se fez Verbo e se encarnou  na nossa humanidade,  faz –se agora o Pastor , o verdadeiro, O que não tem as suas ovelhas como fonte de renda, mas que tem as suas ovelhas   exclusivamente para  amá-las.
E Jesus o Bom Pastor é a Porta que deixa fora os salteadores, os inimigos das ovelhas, aqueles que em suas posições de mando e de “justiceiros”, vão tentando destruir a Lei de Deus que estabeleceu como sacramento divino o matrimônio, entre homem e mulher, do qual nascem os filhos, e  assim, se constitui a família,  onde o ser humano é acolhido e amado por primeiro. Onde somos socorridos e socorremos. Onde se frutifica  o amor,  que deve se irradiar pela sociedade.
O inimigo , que veio para matar e destruir,  já aprovou a destruição de embriões humanos para inférteis pesquisas, sob o argumento que não estão vivos, entretanto, é só por estarem vivos que podem retirar deles as células que pretensamente curariam doenças, em vão.
O inimigo vai também aprovando aos poucos o aborto, a eutanásia, o relativismo, o laicismo, o indiferentismo religioso , que em nenhum lugar do mundo gerou vida , e vida em abundância.
Esta vida em abundância só nos vem do Cristo, que hoje nos pede que O sigamos, que vivamos na Sua Liberdade, que é a Verdade, e tudo que está fora do Cristo é a mentira e a sedução dos ladrões e  dos salteadores.
Sigamos o Cristo, e a pessoa daquele a quem o Senhor confiou o Seu rebanho, a Pedro, que está vivo na pessoa do Bispo de Roma, aquele a quem cabe  apascentar os cordeiros do Senhor.
Até que Ele volte.

Festa do Bom Pastor – MMXI – AD

Frei Bento, frade menor e pecador.

sábado, 14 de maio de 2011

A Luz de Fátima





Paz e Bem !

"Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. "(Mt 11, 25-26).

Nesta Sexta-Feira recordamos o inicio das aparições da Virgem Maria aos pastorzinhos de Fátima em Portugal.

Sempre me chamou a atenção que as aparições de Maria foram sempre para pessoas muito pobres:

Em Lourdes a uma camponesa quase analfabeta.
Em Fátima a 3 crianças, pastorinhas.
Em La Salete a 2 meninos pobres.
Em Guadalupe a um índio.
Em Aparecida sua imagem foi resgatada por pobres pescadores.

E essa predileção da Mãe de Deus pelos pobres e esquecidos ela já havia manifestado no seu Magnificat, quando disse que   o Senhor derrubaria dos tronos os poderosos e exaltaria os humildes, saciaria de bens os famintos e despediria os ricos de mãos vazias.

E assim , ela escolhe os mais pobres para dialogar .

As aparições de Maria aos pequeninos do mundo, não se constituem em  Dogma de Fé, a Igreja não exige dos católicos que creiam nessas manifestações, e tudo aquilo que é dito nesses momentos , não constitui  verdade revelada.

E eu confesso,  fui um  descrente nas aparições de Fátima por muitos anos.  Sempre pensava haver algo de exagerado e de difícil assimilação pela razão e pela fé : afinal, é muito estranho que a Virgem aponte os piores tormentos do inferno a criancinhas. Que impacto psicológico isto poderia acarretar , quantos traumas, quantos medos...Enfim, algumas coisas me impediam de ter fé.

Até que um dia eu estive lá, em Fátima,  fui mais como curioso do que como peregrino.
Mas assim que entramos na esplanada diante da igreja confesso que fui inundado por uma luminosidade que jamais havia visto. Um luz inexplicável que inunda todo o espaço, uma luz quase que palpável, uma luz espiritual e um sentido profundo do Transcendente.

Em Fátima eu posso dizer quer senti a presença de Deus mais até que em Assis, no tumulo de Francisco,  ou mesmo aqui em Aparecida.

A luz que vi em Fátima então me fez compreender que aquilo que Deus esconde dos pseudo-sábios, como eu, Ele as revela aos pequeninos.

Percebi que o maior milagre de Fátima é a conversão a que somos convidados, conversão ao Deus Surpreendente . Aquele  a Quem Jesus agradeceu  por ter revelado coisas tão belas a aqueles e aquelas>  absolutamente improváveis.


Entretanto, eles são os primeiros a ver a Misericórdia divina , a entende-la de forma muito simples no seus corações,  pobres e puros.

Eles:  Lucia, Jacinta, Francisco, Bernadete, Juan Diego,  e alguns outros, souberam ser como Maria foi > humilde, pobre , simples, pura e disponível, e  Deus neles fez também  maravilhas.

As  maravilhas ,  Deus operou nos corações dos pastorzinhos de Fátima, e em tantos outros pequenos deste mundo.

A Virgem Maria sabe para quem aparece> ela aparece  aos que são semelhantes a ela.

Frei Bento, filho de Maria, pobre e pecador.

Somos amigos de Jesus?



Paz e Bem  !



O Evangelho deste Sábado  é o texto de São João 15, versículos de 9 a 17.



Aqui Jesus re-afirma o seu mandamento: “ amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.



E nos diz que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos.



E nos diz que amigo não é  servo, porque o servo não sabe o que o seu senhor está fazendo, mas o amigo sabe o que o outro amigo faz, porque estão em sintonia, não em uma relação de poder e de competição. Mas em uma relação de amor. 


Por causa disto , Jesus nos contou tudo que o Pai O ensinou.


Em Israel,  no tempo de Jesus, eram as pessoas que escolhiam seus mestres, alguém a quem seguir.




Porém com Jesus é o contrário, é Ele que escolhe e chama o tempo inteiro, e nos convoca a darmos frutos; E termina insistindo, que nos amemos,  uns aos outros.


E esta insistência nos vem como uma ordem, o amor torna-se um mandamento, não uma escolha.



Estamos acostumados a fazer nossas escolhas, porém com Jesus tudo acontece diferente > é Ele quem nos escolhe >  o amor é um mandamento > dar a vida pelos outros é a nossa recompensa.



A este chamado de Cristo, a esta eleição e a este comprometimento dá-se o nome de Evangelho.



Evangelho que tantos pensam  seguir, mas tantos não cumprem o mandamento fundamental >  o amor, incondicional, amor que incomoda e que faz doer, que faz morrer, que para dar frutos nos exige a vida inteira.



Não é  o Evangelho de prosperidades, nem Evangelho que se baseia em promessas escatológicas. 


É o Evangelho do ordinário, não do extra-ordinário > o Evangelho do dia-a-dia.



Jesus não é uma inquietante promessa de retorno, Jesus é uma exigência do nosso quotidiano, que envolve nossa vida na relação com o outro, com o próximo, sobretudo com o pecador, com o pobre e com o oprimido pela injustiça dos homens.



Porque não há amor maior do que dar a vida pelo seu amigo.


Irmã Dorothy Stang também amou tanto os seus irmãos, que por eles e por Cristo,  deu a sua vida



Será que assumimos esse amor incondicional >  até a efusão do sangue?



Frei Bento, frade menor e pecador

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O discurso do Pão da Vida.



Paz e Bem !

Caríssimos irmãos e irmãs, durante toda esta semana a Igreja nos propõe textos retirados do Capítulo 6 do Evangelho de São João, onde o Senhor nos fala da Eucaristia, nos declara ser Ele mesmo o Pão da Vida, que é o verdadeiro alimento, que nos sustenta e nos faz participantes do Seu Corpo.
O capitulo 6 de João é a continuidade do Evangelho da Quinta-Feira última, onde o Senhor realiza o sinal da multiplicação dos pães e dos peixes, a partir da generosidade de um pequenino.
Depois de ter alimentado a multidão e desta querer ter feito do Senhor um rei, Jesus se afasta. As multidões costumam querer fazer de rei àqueles que lhes dão comida facilmente, buscam ouvir e fazer reis àqueles que fazem coisas por eles, que lhe deixam na comodidade de receber benesses, a alguém que lhes exime de trabalharem e buscarem por si mesmos o alimento.
Jesus não é esse rei, e a multidão pela qual Ele compadecera, não compreendeu o cerne do grande sinal, que não foi receber pão e peixe grátis, mas foi receber o pão e o peixe pela generosidade de um pequenino. Por este motivo o grande milagre da multiplicação, foi antes o grande milagre da disponibilidade e da entrega do pouco que se tem,  para  alimentar a muitos.
E Jesus então se afastou, não era esse Messias que Ele veio ser. Desde o deserto , o maligno O tentara para transformar pedras em pão, mas Jesus respondeu ao demônio que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que vem de Deus.
E esta palavra vem agora de forma tão clara e exigente no que Jesus diz sobre Ele ser  o Pão Vivo que desceu do céu, que aquele que não comer da Sua carne que é Pão que Ele nos dá, não entrará na vida. Que  Ele é o pão vivo que desceu do céu para que não tenhamos mais fome , nem sede. Pedem a Jesus > dá-nos sempre deste pão.
Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
Mas Jesus insiste:  Eu sou o pão vivo ; o maná que e os antigos comeram veio de Deus, eles comeram , mas morreram. Porém, todo aquele que comer do Seu corpo , este não morrerá , mas obterá a salvação.
Descobre-se aqui o sentido salvífico da Eucaristia, pois somente comendo do Pão da Eucaristia  que para nós se transforma no Corpo do Senhor, alcançaremos a vida eterna. Caso contrário, receberemos nossa própria condenação, conforme nos diz São Paulo  na 1 Corintios 11, 26-77  "Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignadamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação"
E por fim, diante do escândalo que Suas palavras provocaram nos judeus “ isto é muito duro , quem poderá admitir?" , o Senhor não recua para agradar os ouvidos dos que se escandalizaram> Ele reafirma e vai mais longe,  se voltando para os Doze, os  desafia> “ E vós, quereis também abandonar-me?”
Simão Pedro,  entretanto,  fala em nome dele e dos demais esta profissão de Fé,  que também deve freqüentar continuamente nossos corações e lábios: “A quem iremos Senhor, tu tens as palavras de vida eterna”

Frei Bento, frade menor e pecador

sábado, 7 de maio de 2011

"Mane nobiscum Domine !"



Paz e Bem !


Como eu já postei uma reflexão pessoal sobre o Evangelho do Domingo , Lucas 24, 13-35,  que  ouvimos  na Quarta Feira, 28 de Abril, acerca da caminhada dos discípulos de Emaús com o Senhor , eu gostaria de postar agora, como reflexão do mesmo Evangelho deste Domingo, o texto inicial da Encíclica de João Paulo Magno, chamada de “Mane nobiscum Domine” que é o pedido dos caminhantes de Emaús ao Senhor, porque a tarde já declinava > “Fica conosco Senhor, pois a noite vai caindo”.

Diz o Bem Aventurado João Paulo Magno,  naquela Encíclica destinada ao Ano Eucarístico de 2005:


“Fica conosco, Senhor, pois a noite vai caindo” (cf. Lc 24,29). Foi este o instante convite que os dois discípulos, diretos a Emaús na tarde do próprio dia da ressurreição, dirigiram ao Viajante que se lhes tinha juntado no caminho. Carregados de tristes pensamentos, não imaginavam que aquele desconhecido fosse precisamente o seu Mestre, já ressuscitado. Mas sentiam "arder" o seu íntimo (cf. Lc 24,32), quando Ele lhes falava, "explicando" as Escrituras. A luz da Palavra ia dissipando a dureza do seu coração e "abria-lhes os olhos" (cf. Lc 24, 31). Por entre as sombras do dia que findava e a obscuridade que pairava na alma, aquele Viajante era um raio de luz que fazia despertar a esperança e abria os seus ânimos ao desejo da luz plena. "Fica conosco" — suplicaram. E Ele aceitou. Pouco depois o rosto de Jesus teria desaparecido, mas o Mestre "permaneceria" sob o véu do "pão partido", à vista do qual se abriram os olhos deles.

E diz algo mais  sublime,   o papa que tanto amei, sobre Jesus Cristo:

De fato, Cristo está no centro não só da história da Igreja, mas também da história da humanidade. Tudo é recapitulado n'Ele (cf. Ef 1,10; Col 1,15-20). Como não recordar o ardor com que o Concílio Ecumênico Vaticano II, citando o Papa Paulo VI, confessou que Cristo "é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações"? A doutrina do Concílio trouxe novos aprofundamentos ao conhecimento da natureza da Igreja, abrindo os corações dos crentes a uma compreensão mais atenta dos mistérios da fé e das próprias realidades terrestres na luz de Cristo. N'Ele, Verbo feito carne, revelou-se realmente não só o mistério de Deus, mas também o próprio mistério do homem.

N'Ele, o homem encontra redenção e plenitude.

João Paulo II.

A todas as mães a minha cordial saudação, e uma prece especial para aquela que me gerou e está hoje nos braços do Pai.

Frei Bento, frade menor e pecador.