Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

sábado, 16 de julho de 2011

A mais linda Flor do Carmelo




Paz e Bem !

Hoje, Sábado  16 de Julho, é o dia de Nossa Senhora do Carmo.

E  o Evangelho que lemos é Mateus 12, 46-50 e ouvimos que , Maria e os irmãos de Jesus estavam do lado de fora de onde Ele pregava e pediram para falar com o Senhor.

“Sua mãe  e seus irmão estão ai fora e querem falar contigo”

Jesus então responde apontando par aos que O ouviam: Aqui estão minha mãe e meus irmãos,  pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”

Muitos usam este texto para tentar desmerecer o papel de Maria na vida do Senhor e mesmo para insinuar que havia uma indiferença do Cristo com Sua mãe.

Análise rasteira e tendenciosa, usada por aqueles que não querem ir além do literal e ler a escritura pelos olhos do Amor.

Antes de ser uma negação, ou menosprezo do papel de Maria, Jesus a elogia na forma mais perfeita.

Porque para Cristo, mais importante do que a encarnação do Verbo era o cumprimento da promessa. Jesus veio para fazer a Vontade de Deus, Ele a personificou. Ele é a Vontade de Deus em meio aos Homens. Mais importante que o Seu Advento é a sua Hora. A Hora de Cristo era a Hora da Vontade de Deus e Ele a realizou por completo, “Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher" (Gl 4, 4). 

O elogio à Maria vem por ter sido ela a primeira que ouviu a Palavra de Deus e a primeira que a colocou em pratica.

Foi por ouvir a mensagem do Anjo e por sua disponibilidade para aceitar sua missão que Maria proporcionou a vinda ao mundo do Messias.


A atitude de Maria em ouvir a Palavra e a por em prática , que fez com que ela fosse a “cheia de graça”( Lc.1-28) a “bendita entre as mulheres”( Lc. 1,42), a mãe do meu Senhor ( Lc. 1, 43). A bem aventurada por todas as gerações ( Lc 1 ,48)

E foi este o elogio que o Filho melhor podia fazer à sua mãe, a feliz Virgem que guardava no seu coração os mistérios divinos e meditava-os assíduamente (cf. Lc 2, 19).

Assim agem alguns,  que gostam de dizer que estão os repletos de Cristo, como “donos de Jesus”, querem se  apossar de Suas bençãos, mas, no entanto, não fazem a Vontade de Deus que é amar , amar até que doa, o nosso irmão, sobretudo o mais pobre e sofredor.

Procuramos dizer o sim que Maria disse e com isto transformar toda a nossa  vida?

Acreditamos, como ela, que Deus pode abater os poderosos de seus tronos e elevar os humildes, cumular de bens os famintos e despedir os ricos de mãos vazias? ( Lc.1, 53) 

O que fazemos para que isto possa vir a acontecer?

“Flor do Carmelo, nossa alegria, salve , salve, a Virgem Maria”

Frei Bento, frade menor e pecador.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Livres, nos trigais do Senhor




Paz e Bem!

No Evangelho desta Sexta-Feira, São Mateus 12, 1-8, Jesus atravessa com os discípulos os trigais, era Sábado e tinham fome. Comeram as espigas. E os indefectíveis fariseus, aqueles que seguiam Jesus para acusar e tentar o Senhor erguem o dedo e apontam: Eis que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!


São os mesmos que apedrejam os pecados alheios, se esquecendo dos seus próprios.

Ao tempo de Jesus, e no nosso também, a Fé,  para muitos,  é uma lista de “pode, não pode”, a Fé se tornou um ritual de observâncias farisaicas, de prescrições e leis que desconsideram o Amor de Deus para conosco.

Até religiões são criadas por falsos (e falsas) profetas, baseadas não no Amor, mas em dias da semana, como se fosse este o fator de nossa salvação. Deslocam o eixo do amor a Deus e ao próximo, para o eixo, não farás isto, não farás aquilo, uma imensa coleção de “nãos,” quando o sentido de nossa vida gravita todo ele no sim, na afirmação, na confissão que Jesus é o Senhor de nossas vidas, não um dia da semana do tempo contado pelos homens.

A Fé é uma experiência libertadora, ela nos é apresentada a  como uma proposta de liberdade absoluta, cuja adesão implica em compromissos, não com dias de semana, nem com minúcias farisaicas de observância legalista. A Fé que abraçamos nos impele ao abraço do outro, do pobre, do pequenino, do pecador, do oprimido.

É o que Jesus nos declara no final do texto do Evangelho de hoje, a mesma frase que Ele cita do profeta Oséias> Quero misericórdia e não sacrifícios. A mesma frase que o Senhor diz no mesmo Mateus, capitulo 9, 13 > “Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores."

Hoje Ele nos diz : “Se compreendêsseis o sentido destas palavras: Quero a misericórdia e não o sacrifício... não condenaríeis os inocentes.”

Esta frase parece que causou muito impacto em Mateus, pois que ele a repete aqui, com o agravante do pecado de quem julga a Lei e pela Lei: “não condenaríeis os inocentes”.

Quanta beleza e força  nesta sentença de Jesus, dirigida para aqueles que são incapazes do passo além,  o de  andar pelos trigais do Senhor, colhendo o trigo, vivendo a imensa maravilha da liberdade que o Amor de Jesus nos dá. Aqueles que são incapazes da Misericórdia, porque julgam a lei, e,  se julgam a lei , já não são mais seus cumpridores, mas seus juízes. 
(cnf. Tg 4, 11-12)

São Boaventura segundo fundador e pai dos franciscanos, cuja memória hoje recordamos, rogai por nós.

Frei Bento, frade menor e pecador.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem é o nosso próximo?


Paz e Bem !


No Evangelho de  São Lucas, 10, 25-37 lemos  a parábola do bom samaritano.

Ela começa com uma pergunta de um" doutor da lei", que não foi feita para obter resposta, e sim para "tentar" Jesus:  Mestre, o que devo fazer para receber em herança a vida eterna?

O legalista sabia, pela Lei de Moisés, que só a amor total a Deus e ao próximo nos leva à vida.

Sabia sim , porém não praticava, não amava concretamente, tanto é que não estava interessado na resposta de sua pergunta.

Estava interessado em fazer uma pergunta infértil, para "tentar" Jesus, como tantos hoje perguntam sem querer saber da consequência da resposta.

Jesus então lhe conta a  parábola do samaritano, para lhe dizer que o próximo é quem se aproxima do outro para lhe dar uma resposta às suas necessidades.

E essa resposta necessária, não deve levar em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social, não deve ser uma resposta comercial, do tipo , eu ajudo aos que estão comigo, e te ajudarei somente se você passar a crer como eu creio.

Porque o próximo é aquele que eu encontro no meu caminho. 

O "doutor da lei", aquele que se acha dono da verdade, estabelecia limites para o amor perguntando a Jesus : "Quem é o meu próximo?" 

Mas Jesus , lhe conta essa Parábola de Misericórdia" e muda a pergunta: Quem foi o próximo daquele que está caído ?

O doutor da lei nem consegue dizer o nome do inimigo "o samaritano", e diz, "aquele que usou misericórdia"

Então , Jesus percebendo que sua bela resposta nem seria considerada, haja vista a resposta que Ele obteve do doutor da lei, lhe desafia: "Vá, e faça a mesma coisa".

Não nos é contado se ele foi.

Mas e nós? Será que iríamos e usaríamos de misericórdia, quando apenas queremos "tentar" o outro com perguntas para as quais não estamos preparados para ouvir as respostas? 

Glorioso São Bento, cuja memória hoje celebramos, rogai por nós.

Frei Bento, frade menor e pecador.

domingo, 10 de julho de 2011

O Reino de Deus e suas semelhanças.




Paz e  Bem !

Meus irmãos, neste e nos dois próximos Domingos a Igreja nos dá para reflexão o capitulo 13 do Evangelho de Mateus, onde Jesus nos falará de como é o Reino de Deus, ou o Reino do Céu , porque são sinônimos de uma mesma realidade  > Deus é o Céu porque não existe o Céu sem Deus.
E nestes textos de Mateus, vermos  Jesus  comparando o Reino com coisas bem simples, íntimas e silenciosas conversões;  o Reino de Deus é muito simples,  é comparável à sementes, ao grão de trigo, uma perola , a uma rede.
E Jesus nos fala por parábolas também porque é uma linguagem simples, acessível aos humildes, mas nem por isso menos sábia do que uma linguagem de eruditos.
Ao contrário, a simplicidade só encontra abrigo nos corações que são simples de boa vontade.
E recordemos os Anjos do Natal cantando para pastores muito simples, na Noite Santa de Belém,  porque eles eram pessoas de boa vontade, e por este motivo , tinham  a Paz.

Assim sendo a linguagem da simplicidade confunde os soberbos, os duros de coração, os que esperam grandes e mirabolantes acontecimentos escatológicos, enquanto  o Rei é muito simples e está no meio de nós.
Hoje lemos que o Semeador saiu a semear suas sementes, todos somos semeadores, todos propagamos nossas idéias nossas crenças, por isto , não é uma redundância dizer que o semeador saiu a semear...
A diferença é onde é que a semente cai, a semente do nosso Semeador de hoje é a Palavra de Deus, e o Semeador é o próprio Jesus;
E a Palavra de Deus é sempre fecunda, sempre atinge o nosso coração, diante dela temos variadas atitudes, do acolhimento á negação, mas ninguém fica indiferente à ela.

O destino da Palavra semeada é o nosso próprio destino, assim como foi o destino de Jesus. A Sua Palavra semeada no Seu Tempo produziu um fruto, que germinou e fez nascer a Cruz. De aparente derrota da semente, Jesus a transformou na maior das vitórias, a Sua ressurreição gloriosa e a nossa pregação.
A Igreja é chamada a semear como Jesus, a colher os frutos desta semeadura da Palavra,  ainda que muitos possam acolhe-la mas depois a perdem pela ação do maligno, ainda que existam aqueles que a recebam no terreno pedregoso de seu coração, onde a Palavra não finca raízes, e deixam a semente sufocar nas amarguras de suas vidas, ainda que existam os que a acolhem entre os espinhos de suas vidas, e venham a pede-la na sedução do mundo, sempre haverá aqueles que são terrenos férteis, onde a semente germina e produz frutos intensos.

Frei Bento, frade menor  e pecador.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Como ovelhas entre lobos, prudentes como serpentes e simples como as pombas.




Paz e Bem !

Considerando o texto do Evangelho de hoje, Sexta-Feira,  Mateus 10 , 16-23, sempre estaremos como ovelhas em meio a lobos.

Jesus alerta aos seus  das perseguições que viriam, mas pede que confiem que o Espírito Santo , que fala pela Igreja, os guiaria e falaria por eles nos momentos dos tormentos.
E  que seriam odiados por muitos por causa do Seu nome.
Por fim, entretanto, os que perseverarem na missão, na vocação , esses conseguirão a salvação.

Temos aqui uma identidade do cristão com o Cristo, o mesmo destino de Jesus será o destino de tantos e tantas que se entregam à missão que liberta e dá vida nova. 

Essa missão, certamente sempre atingirá os interesses de muitos e, será esse o motivo que provocará a perseguição, a divisão e o ódio, até mesmo dentro das famílias. 
Muitas vezes poderá levar para a condenação nos tribunais e a consumação da morte nas arenas romanas, e nas novas arenas dos nossos dias também,

Mas  em todos os tempos,  a missão é dirigida pelo Espírito Santo  de Deus.

Por isso, os discípulos, e nós também, deveremos ter perseverança até o fim, sem temor nem aflição, seguros da plena manifestação de Jesus, Senhor e Juiz da História  até o fim dos tempos , no Juízo Universal.

A pomba e a serpente são as metáforas do complemento necessário entre o saber ser prudente como a serpente e simples como as pombas.

Note que Jesus não fala das serpentes naquilo que ela é maligna, mas aqui ela adquire a imagem da prudência; e nem fala da pomba como um animal fraco, mas como símbolo da simplicidade.

Não por acaso, é sob a forma de uma pomba que o Espírito Santo repousa sobre o Cristo no Seu Batismo .

E Simplicidade e Prudência, são Dons do Espírito,  que balizam o caminho do cristão, das águas do Batismo em rumo aos rios de água viva ( Conf. João 7, 38)


Frei Bento. frade menor e pecador.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

“É isso que eu quero, isso que procuro, é isso que eu desejo fazer de todo coração! ”



Paz e Bem !

O Evangelho de hoje, Quinta-Feira  é o texto de São  Mateus 10 de ontem, agora os versículos de  7 a 
15.


Um tema bem caro ao franciscano, pois é  o    texto que São Francisco ouviu no início de sua vida em Jesus,  e depois de ouvir este Evangelho,  disse,  de todo seu coração: 


“É isso  que eu quero, isso que procuro, é isso que eu desejo  fazer de todo coração! ”. Frase que  até hoje repetimos na profissão dos votos

Aqui, Jesus manda os 12 em missão, enviando-os com poderes sobre espíritos impuros...para pregar e curar. 
Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho
,” Não levem nos cintos moedas de ouro, de prata ou de cobre;  nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão”

E disse a eles> “ se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como protesto contra eles!” 


Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem.


Vemos que é preciso muito pouco para anunciar a Boa Nova, basta se despojar de si mesmo e assumir a companhia do outro, basta não ter nada de seu ,a não ser a vontade e o Espírito Santo a guiar; basta ser muito pobre; na linguagem da época, não ter um cajado e nem as sandálias

E não levar , nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura> é ter essa perspectiva de ser pobre no anúncio e no jeito de ser. 


Porque as Boas novas não são para os poderosos, elas são para os mínimos, 
Já a Virgem Maria havia profetizado no Magnificat que> O Senhor despede os ricos sem nada mas, sacia de bens os famintos.


Mas vejam bem, não é só de dinheiro que se fala aqui.


Fala-se  de valores morais e espirituais, de simplicidade e desprendimento.


Aos pobres, e aos pobres de espírito, deveria ser anunciado a Esperança, porque muitos deles já não mais a possuem...


E o Evangelho é Esperança para aqueles que já não esperam muita coisa.

Neste sentido vamos nós , por 2 mil anos, anunciando o Evangelho. 


Uns com posses e sinais externos de riqueza e de poder, outros anônimos, e pobres, por isto eficazes, anunciando um Jesus Cristo pobre, não um Rei que concede benesses se for adorado..

Esta é a reflexão que nos fica, por que anunciar um Evangelho que é caridade e doação ao próximo de vida e de amor, com técnicas e táticas de conseguir aquilo que não é o que Jesus nos dá?


Ele nos dá o poder de expulsar espíritos impuros, e estas impurezas, são as ações que contradizem o cerne da mensagem evangélica verdadeira > a caridade , o amor ao menor dos irmãos, o socorro aos que sofrem.

Levemos uma única Túnica, que é a Igreja, apoiados em uma única Esperança , o Evangelho do Senhor , e de pés descalços,  para que nunca percamos o senso da realidade.

Evangelizamos como pobres,com simplicidade? Ou o Evangelho para nós, é um grande negócio > impuro?

Frei Bento, frade menor e pecador.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jesus des-alienou tantos. Por que muitos alienam tantos em nome de Jesus?


Paz e Bem  !

Fazendo uma reflexão sobre o texto do Evangelho que é proclamado hoje, Quarta-Feira, Mateus 10, 1-7, vemos o Senhor chamando os discípulos e dando a eles o poder " para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade. "
A seguir Mateus relaciona o nome dos 12 , sempre que os doze são anunciados Pedro é o primeiro a ser citado. Jesus os manda primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. "Vão e anunciem: ‘O Reino do Céu está próximo ".
Interessante ressaltar que os  discípulos recebem o mesmo poder de Jesus: des-alienar os homens (expulsar demônios) e libertá-los de todos os males (curar doenças). Os doze apóstolos formam o núcleo da nova comunidade, chamada a continuar a palavra e ação de Jesus. 
O poder de expulsar demônios é uma metáfora para a ação de libertação integral do ser humano, não é expulsar capetas muito mal interpretados por péssimos atores, como vemos nos shows de horrores das seitas financistas.
Expulsar o demônio é des-alienar o ser humano de tudo aquilo que o prende à insanidade, que o prende à escravidão do pecado, escravidão da opressão.
Jesus nos quer livres e sadios, isto é a salvação, para que possamos assumir integralmente nosso papel de cidadãos do Reino de Deus, por isto, a cada um que Ele curou , Ele o re-encaminhou à vida: O cego Bartimeu que depois de curado seguiu Jesus pelo caminho, os dez leprosos que Jesus cura e manda aos sacerdotes para que possam ser reconhecidos como membros da comunidade , o paralítico que Jesus curou e mandou "levantar e andar" e seguir a vida, a mulher possuída por 7 demônios, que des-alienada passou a ser a mulher que anunciaria a Ressurreição. A mulher adultera que liberta da maldade da lei foi e não deveria mais pecar. .Etc...
Todos os milagres de Jesus são atos de libertação, de devolver ao ser humano seus plenos direitos, sua sanidade , devolvem a cada um a própria vida.
O que vemos hoje, entre aqueles que pretensamente "expulsam demônios" dos outros, colocam outros demônios no lugar, o demônio da intolerância, da soberba da arrogância e da alienação .
Ou seja, trocam 6 capetas por meia dúzia de demônios.

Por que tantos alienam as pessoas que Jesus des-alienou ?

Frei Bento, frade menor e pecador.