Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

domingo, 3 de julho de 2011

E quem dizeis vós que Eu sou?




Paz e Bem !

O Evangelho desta Quinta -Feira, dia dos padres, dia do Santo Cura D'Ars,  todos conhecemos  bem > Mateus 16, 13-19, a narrativa de  que Jesus , “nos lados da Cesaréia de Felipe”,  se detém e pergunta aos doze sobre o que as pessoas pensavam Dele.
E depois pergunta mais diretamente a eles , e a nós:  “E quem dizeis vós que Eu sou?”
A Cesaréia de Felipe era uma cidade romana, situada ao norte da Galiléia, bem próxima de Nazaré. Uma cidade romana na Palestina de então, onde havia um grande  Templo erguido sobre uma rocha, dedicado ao deus Pã.
E desta visão de um Templo erguido sobre uma rocha é que talvez Jesus tenha se baseado para então descrever aos Apóstolos aquilo que todos nós lemos e interpretamos como a criação da nossa Igreja.
Sim, porque a resposta que Jesus recebeu dos Apóstolos, na pessoa de Pedro, é que constitui a Fé da nossa Igreja, o Credo que professamos ao abrirmos nossos corações e dizermos  bem alto: Creio em Jesus Cristo , Filho de Deus vivo ! da nossa Igreja, o Credo que professamos ao abrirmos nossos coraçseperando que algulibertaç
Nesta confissão  Pedro nos precede, ele é o primeiro a proclamar , não por sua voz, mas pela revelação de Deus, que Jesus é o nosso centro, a nossa rocha, a nossa esperança!
E Jesus então, deve ter olhado para a rocha e para o Templo , mostrado a eles, dizendo então a Confissão de Fé de Pedro, era a rocha sobre a qual Ele ergueria a Sua Igreja.
A nossa Igreja , fincada no rocha da Fé no Senhor ressuscitado, pelo qual Pedro deu sua vida . A  Igreja , através da qual somos inseridos no mistério de Cristo pelo Batismo, nos tornando pedras vivas deste Templo  do Deus Verdadeiro, do Deus Vivo, que nos liberta , de nossas correntes e de nossos pecados.


Estejamos portanto nós também prontos para responder e dar a Jesus a razão de nossa Esperança quando Ele nos perguntar> E quem dizeis vós que Eu sou?


Hoje a Igreja comemora do dia do padre, o dia de São João Batista Maria Vianney, o Cura D'Ars,  sacerdote simples e modelar, que se conformou ao Cristo no |Seu amor pelo Seu povo,   nos inspire e rogue por nós a Deus.

Frei Bento, frade menor e pecador.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

No Coração de Jesus.



Paz e Bem !


No Evangelho de hoje,  Mateus 11,25-30  Jesus   nos diz que é preciso aprender Dele a sermos mansos e humildes de coração.

O que fica para nossa reflexão é:
O quanto nós somos mansos e humildes de coração se pretendemos seguir e amar a Jesus Cristo ?
Para amar e seguir Jesus haveremos de nos aproximar desse coração manso e afável, refúgio na rocha ,  onde os pássaros fazem seus ninhos.
Para sermos acolhidos por esse coração deveremos aprender como ter o nosso coração semelhante ao Dele, que acolheu o pobre , o humilhado, o solitário, o perseguido, o sem ninguém,   mostrando a todos eles este imenso manancial de ternura e compaixão que vem de   Seu coração pobre, manso e humilde. 

Ele é Deus,  de jugo suave e fardo leve.

Porque na soberba nada alcançaremos, na arrogância nada conseguiremos, na pregação do ódio e da divisão nada construiremos. Na pregação do medo estaremos amedrontando as pessoas com um Deus punitivo e cruel

É por essa condição de Seu coração,  que Jesus nos diz também , “Onde está o seu coração ai estará o seu tesouro”.

Por isso eu ousaria perguntar:

Onde está o tesouro que o seu coração procura?


Sagrado Coração de Jesus fazei nossos corações semelhantes ao Vosso.

Frei Bento, frade menor e pecador.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Por que é que vocês pensam coisas más"?


Paz e Bem!

Meditando o Evangelho de hoje, Mateus, 9,1-8, quando por grandíssima fé, levaram a Ele um paralítico deitado em uma cama. O Senhor disse a ele: " Coragem, filho! Os seus pecados estão perdoados".
Mas ....os doutores da lei, os fieis à letra que mata, disseram: "Este homem blasfemou"
Jesus , sabendo de que o julgmento deles sempre procura a condenação, a maldade intrínseca de seus corações, (e são assim até hoje), lhes diz:" Por que é que vocês pensam coisas más? O que é mais fácil dizer: ‘Os seus pecados estão perdoados’; ou dizer: ‘Levante-se e ande" Pois bem, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem poder na terra para perdoar pecados - então disse Jesus ao paralítico: - "Levante-se, pegue a sua cama e vá para a sua casa." O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e louvou a Deus, por ter dado tal poder aos homens."
O perdão dos pecados não encerra a ação da graça, à graça recebida deve haver a correspondente atitude >o "levanta-te e anda ".
E São Mateus neste texto, menciona o que o povo pensou de Jesus, quando dizem: " Vendo isso, a multidão ficou com medo e louvou a Deus, por ter dado tal poder aos homens."
Esta frase, só encontrada no texto de Mateus, faz apresentação do poder de perdoar, que é entregue à comunidade da Igreja (cf. Mt 18,15-18).

Quando Jesus perdoa os pecados do pobre paralítico , Ele sabia que o que ele necessitava era da Graça. A Graça de poder se levantar depois de ser libertado dos seus pecados, mas quem não compreendia essa necessidade eram os doutores da lei, que se apegavam e se apegam ao rigorismo da lei, aos aspecto exteriores da fé, pensando sempre no que podem dizer para anular a misericórdia, em confronto com seus códigos de moral , sem Graça. Eles não compreendem que a Graça é maior que a Lei,
E isto é impossível de saber , para quem vive vidas tão "sem graça".

Por que tantos pensam tão mal sobre tudo?

Frei Bento, frade menor e pecador.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jesus acalma suas tempestades?




Paz e Bem !

O Evangelho desta Terça Feira  é o texto de S.Mateus 8,23-27, quando uma súbita tempestade pega de surpresa o barco onde Jesus estava. Os Discípulos O acordam com medo e pedem : “Senhor, salva-nos, porque estamos afundando”, e Jesus lhes pergunta: Por que vocês têm medo, homens de pouca fé? E com um sopro acalmou a tempestade, e os discípulos ficaram maravilhados e disseram > “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem".

Assim é na nossa vida, quantas vezes sentimos que tantas tempestades estão a ponto de nos fazer em pedaços e Jesus nos convida à confiança, à Fé, e tudo acalma, e tudo serena?
Assim eu experimento esta presença salvadora, na contemplação do Cristo Eucarístico.
A serenidade que experimentamos diante da contemplação silenciosa da Eucaristia, a Presença Silenciosa de Jesus Vivo no Sacrário a nos desafiar na nossa pouca Fé.
Jesus está ali, mistério da Fé, um Deus tão imenso que se faz pequeno como nós, o servo de todos, o que desceu à nossa humanidade e que dá sentido e sabor , à minha a vida.
Fortalece a minha Fé.

A barca de Pedro é a figura da Igreja. Também a Igreja, quantas vezes está imersa no mar de tantas tempestades criadas por falsos ventos, quantos escândalos, quantos pecados de filhos da Igreja, quantas denúncias às quais nossos inimigos se apegam para gritar com a força de ódios imensos: 

Vi naufragar!
Vai acabar !
Vai submergir!

Mas nunca submergimos, nunca afundamos, nunca as tempestades nos destruíram porque Jesus está conosco, dia e noite , no sacrário, fiel Timoneiro para O qual as tempestades se sossegam pela autoridade , pelo poder apostólico conferido quem sabe neste momento da barca navegando para "o outro lado", que é o local do porto seguro para qual todos navegamos.

Frei Bento frade menor e pecador

sábado, 25 de junho de 2011

Sobre nossas cruzes, sobre nossos amores ...




Paz e Bem !

No Evangelho deste Domingo Mateus 10, 37-42  deparamos com um convite de Jesus que aparentemente nos deixa atônitos pois que O Senhor nos diz que quem não ao amá-Lo mais que aos nossos pais , mães, esposas, filhos, não é digno Dele.
Mas como pode ser isto?  O Senhor que é o Deus de Amor, O Cristo que nos manda amar o próximo como a nós mesmos, O Senhor que nos diz que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seu amigo, agora nos vem dizer que se não amarmos mais a Ele do que aos outros, não somos dignos de Sua Presença.
E a tradução “amar mais” já é uma benevolência da tradução, pois que nos originais lemos: “quem não odiar...”
É que, no  Aramaico que Mateus escreveu seu Evangelho, por ser uma língua pobre em palavras, não tinha o superlativo, o máximo da expressão que os judeus usavam era repetir uma idéia para deixar clara a importância dela.
Assim vemos, por exemplo,  Jesus por vezes  dizendo “Em verdade, em verdade vos digo”, esta expressão , na nossa língua portuguesa é assim: “verdadeiramente vos digo”.
Então o nosso “odiar mais..” do texto do Evangelho de hoje, seria o nosso equivalente a “amar mais”.
Porque devemos amar a Deus como Criador, como o Salvador, como o Espírito de Amor, e amar as criaturas com o amor devido e derivado desse amor absolutizado pela presença imensa de Deus nas nossas vidas.
Mesmo porque,  o amor que devemos a Deus,  é o amor pedagógico que nos ensina a amar o próximo.
Dentro deste mesmo espírito encontramos o que O Senhor nos advertindo a seguir: “Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la”. 
Sim, perder a vida do “homem velho”, não colocar o vinho novo, que é o Evangelho, em nossos odres velhos, que não o suportariam.
Um Evangelho cheio de exigências e de cruzes, que o nosso “homem velho” se recusaria a assumir, por isto Jesus também nos pede para assumirmos nossas cruzes e moldarmos nossas vidas pela Sua, que foi uma vida que foi até a cruz, mas que ultrapassou a cruz e venceu a morte.
Perceba que Jesus não coloca a cruz no condicionante “ se tiveres uma cruz”.
Não !
Ele aponta para a nossa inevitável cruz, que temos de carregar, não para que sejamos seres sofredores, mas para nos dizer que após essas cruzes,  carregadas como homens novos, encontremos o desfecho que Jesus encontrou, a nossa ressurreição na Sua ressurreição.
Isto é salvação.
Assim, associados ao Cristo , amando a Deus acima de tudo e como homens novos , que não fogem das inevitáveis cruzes pessoais, é que chegaremos ao verdadeiro discipulado.

Então,  quem se deparar conosco pelas estradas da vida, verá que somos de Jesus, que amamos como Jesus, que como Ele abraçamos nosso inevitável sofrimento, mas que anunciamos a ressurreição, como recompensa de nossa adesão incondicional e primeira ao Senhor que nos precede.
Frei Bento , frade menor e pecador.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Reino de Deus está próximo, ou no próximo?


Paz e Bem !


O Evangelho de hoje S.Lucas 1- 57-66.80, nos trás a narrativa do nascimento de João, o Batista.
João nasce antes do Cristo, porque estava escrito que era ele que deveria preparar os caminhos do Senhor, e desde o ventre materno, ele exultou com a chegada do salvador da humanidade.  

Ambos , Jesus e João,  estão intimamente unidos no projeto salvífico de Deus. 
E muito tempo depois, João aparece, batizando no Jordão, batiza o Senhor e provoca a Teofania nos céus com a descida do Espírito Santo sobre o Cristo. Ali João entende que seu batismo nada valia, era ritual essênio, era humano. O batismo seria o de Cristo tanto é que ele diz que era Jesus que haveria de batizá-lo,  não o contrario.



Porque só   Cristo Jesus perdoa os pecados.


João é o último dos Profetas de Israel e o maior, porque os outros que vieram antes dele profetizaram que um dia viria o Messias. 

João, porém, profetizou e viu o dia .

E será ele que vai preparar os caminhos do Senhor. Dizendo que a salvação está próxima, a salvação vem pelo perdão dos pecados, até poder chegar a dizer: está ali a salvação, Jesus é a Salvação!

Mas nós também somos chamados a ser profetas, tal como João foi. Nós também temos de anunciar, ainda que nos nossos desertos, que o Reino de Deus está próximo, não no tempo, mas na nossa proximidade. 

É que o Reino de Deus não está próximo, ele está é no nosso próximo.

Naqueles que mais sofrem, que são os perseguidos, os pobres,os pecadores, os oprimidos, os que nada têm. Porque é neles que Jesus está.

Que Reino de Deus estamos a construir? Um Reino para nossas conveniências, ou um Reino onde sejamos servos uns dos outros, onde, para que sejamos os primeiros , temos de ser os últimos como São João se colocou, diminuindo –se para que Jesus apareça?

Solenidade da Natividade do Precursor- 2011-AD

Frei Bento, frade menor e pecador.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Deus que se apresenta como pão !




Paz e Bem !


O Evangelho desta Solenidade do Santíssimo Sacramento do  Corpo e Sangue  de Jesus Cristo, é o texto de João 6,  51-58 , quando Jesus se apresenta como o Pão Vivo que desceu do céu.

É um diálogo entre Jesus e os judeus,  que O criticavam por Ele ter dito ser o Pão Vivo que desceu do Céu .

Como Jesus pode se apresentar como Pão Vivo que desceu do Céu se eles conheciam seu pai José,  e sua mãe , Maria ?
Como Ele poderia ter descido do céu?

Mas Jesus lhes reafirma, “Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente”.

Os judeus não compreenderam porque não acreditaram, porque estavam , como muitos hoje, apegados a seus conceitos e preconceitos, aqueles que fazem tantos acreditarem num deus que construíram , à imagem e semelhança deles, não Neste Deus que se manifesta diferente, se manifesta como Pão, que se dá em alimento.
Aqueles que até hoje se escandalizam com a Eucaristia e não conseguem entender que a carne de Jesus é sua própria Pessoa, a Pessoa que cura, que liberta, que salva, que redime e que nos ressuscitará no ultimo dia.

Este Jesus Carne que se faz Pão,  é  quem nos alimenta nesta perspectiva > não de meramente imita-Lo, mas na perspectiva de fazer o que Ele fez,  dentro de nossos limites.
E o que Jesus fez se não ser desconcertante e paradoxal?

Mas Ele não era um desconserto desconexo;  o paradoxal em Jesus foi usar de misericórdia nas situações onde se esperava a aplicação de penalidades e de condenações.

É aí o foco principal de ser Pão Vivo, que desce do Céu e se torna alimento para toda uma vida, não somente para mitigar a fome de forma passageira como o Maná do deserto.

Sim, Jesus é o Pão Vivo e o Pão é sua Carne e sua Carne é sua Pessoa, é a misericórdia personalizada, para aqueles que a comerem, pela Eucaristia, se transformem em novos Cristos,  para tantos que têm fome e sede de justiça.

Este é o sentido que perpassa  todo o capitulo 6 de João.  Que começa com a partilha generosa de pães e peixes dados em gratuidade pelo menino,  e que termina no discurso do Pão da Vida, termina quando Jesus diz enfim o que Ele é.

Assim como O Senhor declara Seu Nome para Moisés no Sinai como “Eu Sou”, Jesus resumirá sua condição divina e humana quando diz também “Eu Sou”.

O que? “O Pão da Vida”!

Assim Ele respondeu aos murmúrios dos judeus que questionavam sua procedência divina.
E assim Ele nos responde com a missão que nos dá > compartilhar Sua Pessoa, mediante a Eucaristia para sermos novos Cristos nas vidas de tantos irmãos que têm fome de pão e de Deus.


Frei Bento , frade menor e pecador.