Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,e dai-lhe graças. Servi-o em grande humildade.

sábado, 14 de maio de 2011

A Luz de Fátima





Paz e Bem !

"Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. "(Mt 11, 25-26).

Nesta Sexta-Feira recordamos o inicio das aparições da Virgem Maria aos pastorzinhos de Fátima em Portugal.

Sempre me chamou a atenção que as aparições de Maria foram sempre para pessoas muito pobres:

Em Lourdes a uma camponesa quase analfabeta.
Em Fátima a 3 crianças, pastorinhas.
Em La Salete a 2 meninos pobres.
Em Guadalupe a um índio.
Em Aparecida sua imagem foi resgatada por pobres pescadores.

E essa predileção da Mãe de Deus pelos pobres e esquecidos ela já havia manifestado no seu Magnificat, quando disse que   o Senhor derrubaria dos tronos os poderosos e exaltaria os humildes, saciaria de bens os famintos e despediria os ricos de mãos vazias.

E assim , ela escolhe os mais pobres para dialogar .

As aparições de Maria aos pequeninos do mundo, não se constituem em  Dogma de Fé, a Igreja não exige dos católicos que creiam nessas manifestações, e tudo aquilo que é dito nesses momentos , não constitui  verdade revelada.

E eu confesso,  fui um  descrente nas aparições de Fátima por muitos anos.  Sempre pensava haver algo de exagerado e de difícil assimilação pela razão e pela fé : afinal, é muito estranho que a Virgem aponte os piores tormentos do inferno a criancinhas. Que impacto psicológico isto poderia acarretar , quantos traumas, quantos medos...Enfim, algumas coisas me impediam de ter fé.

Até que um dia eu estive lá, em Fátima,  fui mais como curioso do que como peregrino.
Mas assim que entramos na esplanada diante da igreja confesso que fui inundado por uma luminosidade que jamais havia visto. Um luz inexplicável que inunda todo o espaço, uma luz quase que palpável, uma luz espiritual e um sentido profundo do Transcendente.

Em Fátima eu posso dizer quer senti a presença de Deus mais até que em Assis, no tumulo de Francisco,  ou mesmo aqui em Aparecida.

A luz que vi em Fátima então me fez compreender que aquilo que Deus esconde dos pseudo-sábios, como eu, Ele as revela aos pequeninos.

Percebi que o maior milagre de Fátima é a conversão a que somos convidados, conversão ao Deus Surpreendente . Aquele  a Quem Jesus agradeceu  por ter revelado coisas tão belas a aqueles e aquelas>  absolutamente improváveis.


Entretanto, eles são os primeiros a ver a Misericórdia divina , a entende-la de forma muito simples no seus corações,  pobres e puros.

Eles:  Lucia, Jacinta, Francisco, Bernadete, Juan Diego,  e alguns outros, souberam ser como Maria foi > humilde, pobre , simples, pura e disponível, e  Deus neles fez também  maravilhas.

As  maravilhas ,  Deus operou nos corações dos pastorzinhos de Fátima, e em tantos outros pequenos deste mundo.

A Virgem Maria sabe para quem aparece> ela aparece  aos que são semelhantes a ela.

Frei Bento, filho de Maria, pobre e pecador.

Somos amigos de Jesus?



Paz e Bem  !



O Evangelho deste Sábado  é o texto de São João 15, versículos de 9 a 17.



Aqui Jesus re-afirma o seu mandamento: “ amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.



E nos diz que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos.



E nos diz que amigo não é  servo, porque o servo não sabe o que o seu senhor está fazendo, mas o amigo sabe o que o outro amigo faz, porque estão em sintonia, não em uma relação de poder e de competição. Mas em uma relação de amor. 


Por causa disto , Jesus nos contou tudo que o Pai O ensinou.


Em Israel,  no tempo de Jesus, eram as pessoas que escolhiam seus mestres, alguém a quem seguir.




Porém com Jesus é o contrário, é Ele que escolhe e chama o tempo inteiro, e nos convoca a darmos frutos; E termina insistindo, que nos amemos,  uns aos outros.


E esta insistência nos vem como uma ordem, o amor torna-se um mandamento, não uma escolha.



Estamos acostumados a fazer nossas escolhas, porém com Jesus tudo acontece diferente > é Ele quem nos escolhe >  o amor é um mandamento > dar a vida pelos outros é a nossa recompensa.



A este chamado de Cristo, a esta eleição e a este comprometimento dá-se o nome de Evangelho.



Evangelho que tantos pensam  seguir, mas tantos não cumprem o mandamento fundamental >  o amor, incondicional, amor que incomoda e que faz doer, que faz morrer, que para dar frutos nos exige a vida inteira.



Não é  o Evangelho de prosperidades, nem Evangelho que se baseia em promessas escatológicas. 


É o Evangelho do ordinário, não do extra-ordinário > o Evangelho do dia-a-dia.



Jesus não é uma inquietante promessa de retorno, Jesus é uma exigência do nosso quotidiano, que envolve nossa vida na relação com o outro, com o próximo, sobretudo com o pecador, com o pobre e com o oprimido pela injustiça dos homens.



Porque não há amor maior do que dar a vida pelo seu amigo.


Irmã Dorothy Stang também amou tanto os seus irmãos, que por eles e por Cristo,  deu a sua vida



Será que assumimos esse amor incondicional >  até a efusão do sangue?



Frei Bento, frade menor e pecador

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O discurso do Pão da Vida.



Paz e Bem !

Caríssimos irmãos e irmãs, durante toda esta semana a Igreja nos propõe textos retirados do Capítulo 6 do Evangelho de São João, onde o Senhor nos fala da Eucaristia, nos declara ser Ele mesmo o Pão da Vida, que é o verdadeiro alimento, que nos sustenta e nos faz participantes do Seu Corpo.
O capitulo 6 de João é a continuidade do Evangelho da Quinta-Feira última, onde o Senhor realiza o sinal da multiplicação dos pães e dos peixes, a partir da generosidade de um pequenino.
Depois de ter alimentado a multidão e desta querer ter feito do Senhor um rei, Jesus se afasta. As multidões costumam querer fazer de rei àqueles que lhes dão comida facilmente, buscam ouvir e fazer reis àqueles que fazem coisas por eles, que lhe deixam na comodidade de receber benesses, a alguém que lhes exime de trabalharem e buscarem por si mesmos o alimento.
Jesus não é esse rei, e a multidão pela qual Ele compadecera, não compreendeu o cerne do grande sinal, que não foi receber pão e peixe grátis, mas foi receber o pão e o peixe pela generosidade de um pequenino. Por este motivo o grande milagre da multiplicação, foi antes o grande milagre da disponibilidade e da entrega do pouco que se tem,  para  alimentar a muitos.
E Jesus então se afastou, não era esse Messias que Ele veio ser. Desde o deserto , o maligno O tentara para transformar pedras em pão, mas Jesus respondeu ao demônio que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que vem de Deus.
E esta palavra vem agora de forma tão clara e exigente no que Jesus diz sobre Ele ser  o Pão Vivo que desceu do céu, que aquele que não comer da Sua carne que é Pão que Ele nos dá, não entrará na vida. Que  Ele é o pão vivo que desceu do céu para que não tenhamos mais fome , nem sede. Pedem a Jesus > dá-nos sempre deste pão.
Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
Mas Jesus insiste:  Eu sou o pão vivo ; o maná que e os antigos comeram veio de Deus, eles comeram , mas morreram. Porém, todo aquele que comer do Seu corpo , este não morrerá , mas obterá a salvação.
Descobre-se aqui o sentido salvífico da Eucaristia, pois somente comendo do Pão da Eucaristia  que para nós se transforma no Corpo do Senhor, alcançaremos a vida eterna. Caso contrário, receberemos nossa própria condenação, conforme nos diz São Paulo  na 1 Corintios 11, 26-77  "Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignadamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação"
E por fim, diante do escândalo que Suas palavras provocaram nos judeus “ isto é muito duro , quem poderá admitir?" , o Senhor não recua para agradar os ouvidos dos que se escandalizaram> Ele reafirma e vai mais longe,  se voltando para os Doze, os  desafia> “ E vós, quereis também abandonar-me?”
Simão Pedro,  entretanto,  fala em nome dele e dos demais esta profissão de Fé,  que também deve freqüentar continuamente nossos corações e lábios: “A quem iremos Senhor, tu tens as palavras de vida eterna”

Frei Bento, frade menor e pecador

sábado, 7 de maio de 2011

"Mane nobiscum Domine !"



Paz e Bem !


Como eu já postei uma reflexão pessoal sobre o Evangelho do Domingo , Lucas 24, 13-35,  que  ouvimos  na Quarta Feira, 28 de Abril, acerca da caminhada dos discípulos de Emaús com o Senhor , eu gostaria de postar agora, como reflexão do mesmo Evangelho deste Domingo, o texto inicial da Encíclica de João Paulo Magno, chamada de “Mane nobiscum Domine” que é o pedido dos caminhantes de Emaús ao Senhor, porque a tarde já declinava > “Fica conosco Senhor, pois a noite vai caindo”.

Diz o Bem Aventurado João Paulo Magno,  naquela Encíclica destinada ao Ano Eucarístico de 2005:


“Fica conosco, Senhor, pois a noite vai caindo” (cf. Lc 24,29). Foi este o instante convite que os dois discípulos, diretos a Emaús na tarde do próprio dia da ressurreição, dirigiram ao Viajante que se lhes tinha juntado no caminho. Carregados de tristes pensamentos, não imaginavam que aquele desconhecido fosse precisamente o seu Mestre, já ressuscitado. Mas sentiam "arder" o seu íntimo (cf. Lc 24,32), quando Ele lhes falava, "explicando" as Escrituras. A luz da Palavra ia dissipando a dureza do seu coração e "abria-lhes os olhos" (cf. Lc 24, 31). Por entre as sombras do dia que findava e a obscuridade que pairava na alma, aquele Viajante era um raio de luz que fazia despertar a esperança e abria os seus ânimos ao desejo da luz plena. "Fica conosco" — suplicaram. E Ele aceitou. Pouco depois o rosto de Jesus teria desaparecido, mas o Mestre "permaneceria" sob o véu do "pão partido", à vista do qual se abriram os olhos deles.

E diz algo mais  sublime,   o papa que tanto amei, sobre Jesus Cristo:

De fato, Cristo está no centro não só da história da Igreja, mas também da história da humanidade. Tudo é recapitulado n'Ele (cf. Ef 1,10; Col 1,15-20). Como não recordar o ardor com que o Concílio Ecumênico Vaticano II, citando o Papa Paulo VI, confessou que Cristo "é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações"? A doutrina do Concílio trouxe novos aprofundamentos ao conhecimento da natureza da Igreja, abrindo os corações dos crentes a uma compreensão mais atenta dos mistérios da fé e das próprias realidades terrestres na luz de Cristo. N'Ele, Verbo feito carne, revelou-se realmente não só o mistério de Deus, mas também o próprio mistério do homem.

N'Ele, o homem encontra redenção e plenitude.

João Paulo II.

A todas as mães a minha cordial saudação, e uma prece especial para aquela que me gerou e está hoje nos braços do Pai.

Frei Bento, frade menor e pecador.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nós daríamos nossos únicos 5 pães e 2 peixes, para alimentar uma multidão?




Paz e Bem !

O Evangelho de hoje, Sexta-Feira- é o texto de João 6,1-15, que nos conta a multiplicação dos pães e dos peixes por Jesus.

Este episódio,  deve ter marcado muito a comunidade dos Apóstolos , pois pode ser lido nos 4 evangelhos, em Mateus 2 vezes!
Jesus vai ao mar da Galiléia e lá encontra uma multidão a esperá-lo, a multidão  pela qual o Senhor se compadeceu , pois eram como ovelhas sem pastor, sem amor.
Jesus pergunta para Felipe se haveriam recursos para alimentar tanta gente, Felipe diz que não, mas Jesus já sabia como agir, então André chega com um menino e diz, Senhor, temos somente este menino com dois peixinhos e cinco pães.
Jesus mandou que todos se assentassem, tomou os pães e deu graças a Deus , e os repartiu com todos, fez o mesmo com os peixes, e uma multidão de mais de 5 mil pessoas, porque os judeus somente contavam os homens,  comeram até se saciarem e ainda sobrou muita coisa.
O povo vendo aquele prodígio,  quis fazer de Jesus o rei, mas Ele saiu, o seu reino não era deste mundo....
O que mais me impressiona nesta palavra, nem é o Senhor multiplicar os pães e peixes. Afinal, Ele é Deus. Ele tudo pode .
Mas é o fato de uma criança, com seus únicos pães e peixinhos, não se incomodar em dá-los, por absoluta gratuidade, correndo o risco de ficar sem o pouco que possuía.
Era uma criança, talvez por este motivo,  Jesus dirá que o reino do céu é dos pequeninos e de quem a eles se assemelham.
Assemelham-se neste ato de disponibilidade, de colocar disponível o pouco que possuem, sem pensar na própria privação.
Então temos que pensar muito, afinal, qual foi o grande milagre, a multiplicação do alimento?
Ou foi a entrega generosa, do pouco que se tem, para que todos possam partilhar e saciar a sua fome, de pão, de peixe e de amor?

Frei Bento, frade menor e pecador

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Lobo de Gubbio.



Paz e Bem!


Os Fioretti nos contam que certa vez S.Francisco foi chamado à aldeia de Gubbio,  onde havia um feroz lobo ameaçando a todos.
O lobo neste caso é o arquétipo do inimigo , é por isso, demonizado > é grandíssimo, terrível e feroz, devorador de animais e homens,  o agressor de sempre, causando grande medo à população da aldeia.
As pessoas  andavam "armados quando saíam á rua, como se fossem para o combate".
O medo chegou a tal ponto que ninguém mais ousava sair de casa.
Entre a cidade e o lobo não há diálogo, apenas enfrentamento, medo, defesa, ataque  e combate.
Francisco,  pondo toda a confiança em Deus, sai da cidade e vai ao encontro do lobo. Francisco vai sem armas, sem preconceitos, sem agressividade, inspirado no modo como Jesus Cristo enfrentou os inimigos no conflito da cruz: com amor, perdão, não-violência, pedindo ao Pai que os perdoasse.
É pelo amor misericordioso, revelado na Cruz, que Cristo reconcilia o mundo com o Pai, oferecendo a possibilidade da plena pacificação.
Abençoar  o irmão  lobo feroz,  é confiar na força do amor do Crucificado e assumir o mesmo modo de ser e agir.
Francisco denuncia as maldades e violências do lobo. Reconhece que tal forma de agir tem a ver com a fome.
E  nele  vê também um irmão >  e a possibilidade de construir novas relações entre ele e a cidade.
Consegue pacificá-lo e alcança dele a possibilidade de um pacto de paz.
Da mesma forma, Francisco vai ao encontro do povo da aldeia, denunciando-lhes os seus pecados e convocando-os à mudança de vida, à penitência.
Realiza-se um encontro entre ambas as partes e conclui um pacto de paz, que inclui o compromisso da aldeia em garantir comida para o lobo e deste agir sem maldade e agressividade.

Nesta aldeia global em que vivemos, e na nossa vida do dia-a –dia,  somos como Francisco, ou somos como o lobo?

Ou ainda, somos como o povo da aldeia? > Criamos  tantos lobos que eles se voltam contra nós.

Quem não é nenhum dos 3 faz apenas parte da paisagem?

Frei Bento, frade menor e pecador.


terça-feira, 3 de maio de 2011

A diferença entre ir e vir.





Paz e Bem !

Hoje nós lemos no Evangelho segundo São João 14, 6-14, que Jesus declara ser o Caminho a Verdade e a Vida, e que ninguém VEM ao Pai se não através Dele > Jesus.
E lemos também  o diálogo entre Jesus e os Apóstolos, sobretudo com Felipe que pede ao Senhor: “Mostra-nos o Pai e isto basta para nós”. E Jesus responde : Felipe, tem  tanto tempo estou entre vocês e ainda não me conheceis?”
Primeiro há de se considerar as traduções mais “populares” da Bíblia que  alteraram o verbo vir pelo verbo ir, nesta “ipsa verba Domini" > nessas palavras que Jesus realmente pronunciou.
Nas edições da Bíblia  Ave Maria e na Bíblia de Jerusalém, bem como na Vulgata , e até mesmo na Bíblia  do Rei James ( que é o meu limite,  em se tratando de Bíblias protestantes) ,  Jesus diz que ninguém VEM ao Pai se não por Ele.
No afã de apresentar a Bíblia em uma linguagem mais “popular”, mesmo a Bíblia da CNBB e a Edição Pastoral, traduzem por “ninguém VAI ao Pai se não por mim”.
Ora, o verbo ir é diferente do verbo vir. E o verbo ir, no presente do indicativo 3ª pessoa  do singular é VAI, no sentido de ir embora.
Quando conjugamos o verbo vir, na 3ª do singular, temos > VEM, o sentido que Jesus , teologicamente,  quis dizer. Principalmente se considerarmos o contexto que João descreve no capitulo 14 > Jesus dizendo ser Um com o Pai e que,  aqueles que O vêem, vêem o Pai.
Portanto, o correto seria a tradução >” ninguém vem ao Pai se não por mim”, porque Ele e o Pai são Um e em Ambos,  o Espírito Santo é o mesmo Amor, que une a Santíssima Trindade em  comunidade de Amor.
Devemos tomar cuidado com as traduções que distorcem e deturpam o que Jesus disse, mesmo que sejam nossas essas traduções.
E no mais, o que temos a refletir junto de Felipe, é bastante similar ao que refletimos junto com Tomé, no Domingo. Tomé não acreditou na ressurreição do Senhor até que Lhe tocou,
Felipe não acreditou que Jesus é Deus até que pode ouvir do Senhor a palavra que não deixa duvidas> “Eu e  o Pai somos Um!”
E nestes dias, em que tivemos a graça de termos reconhecido pela Igreja um milagre atribuído à intercessão do papa João Paulo II junto a Deus ,  cabe bem este texto como uma resposta para aqueles que nos acusam de “inventar santos”, de adorar bonecos de barro, etc.
Essas pessoas citam o versículo primeiro do Evangelho de hoje> Ninguém vem ao Pai se não por mim”, como uma exclusão a todos aqueles que seguiram esse Caminho. Os que chegaram a Deus por  meio de Jesus.
Sobretudo,  porque o Senhor nos diz: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.”
É precisamente isto que os nossas santos e santas  fazem, porque creram de forma exemplar , por este motivo foram ao Pai  por meio de Jesus e diante Dele intercedem por nós e realizam as obras de Cristo, as obras do Amor que se traduzem em tantas venturas.
Outrossim, os fatos comprovam isto, afinal, são 2000 anos de milagres admiráveis na História da Igreja do Senhor, recebidos pela intercessão desta multidão de bem aventurados do Pai.

Quem não tem santos para apresentar, então só lhes resta atacar,  a quem os tem 



Na memória de São Felipe Apóstolo, que hoje recordamos..


Frei Bento, frade menor e pecador.